O festival «Cidade do Samba», na Mealhada, que está de regresso ao Parque da Cidade, realiza-se nos próximos dias 12 e 13 de setembro, e conta com a atuação de oito escolas de samba e de artistas de renome no panorama da música brasileira. As entradas no certame, durante os dois dias, são gratuitas e a tarde de domingo dedicada aos mais novos, depois da estreia da Vila Mirim em 2025, que contou com cerca de uma centena de crianças. O orçamento previsto para o evento é de 20 mil euros, mas a Associação do Carnaval da Bairrada está «em esforços para redimensionar este custo». A grande novidade da iniciativa será a apresentação do rei do Carnaval da Mealhada para 2027.
Durante dois dias, a Mealhada voltará a ser o epicentro do samba no país, com o festival de samba que dá o arranque aos preparativos do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada. Assim, no sábado, 12 de setembro, a festa começa às 16h00 com a roda de samba de Rodrigo Silveira e Central do Samba. A noite está reservada, a partir das 21h30, para a atuação das escolas de samba (meia hora cada uma): A Rainha (Figueira da Foz), Trepa Coqueiro (Estarreja), GRES Charanguinha (Ovar), Vai Quem Quer (Estarreja) e as escolas de samba da Mealhada Sócios da Mangueira, Batuque, Real Imperatriz e Amigos da Tijuca. Pelo meio destas atuações, cerca das 23h30, será apresentado o Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada de 2027, no que toca às novidades, aos artistas e ao rei do Carnaval. Segue-se o músico mealhadense Xandinho e o «disc-jockey» Mr. White.
No domingo, dia 13, a partir das 15h00, haverá «Vila Mirim» com a participação das crianças das quatro escolas da Mealhada e de utentes da APPACDM de Anadia, estando aberta a qualquer pessoa que se queira juntar, terminando esta edição da «Cidade do Samba» com um «Sunset Samba com DJ Mr. White». «No ano passado, a “Vila Mirim” contou com 80 crianças, sendo que metade destas nunca tinham tido qualquer contacto com samba e algumas, agora, já integram escolas», declarou Márcio Freixo, presidente da direção da ACB, desvendando que, durante a tarde de domingo, os participantes «podem ter contacto com instrumentos musicais, dança e construção de artefactos relacionados com o evento». A tarde contará também com uma palestra de sensibilização que envolverá diversas entidades ligadas às forças de segurança.
No certame haverá, durante os dois dias, espaços de «comes e bebes», com as escolas de samba da Mealhada a explorarem as barraquinhas das bebidas e a ACB a promover a sua bebida oficial «O Caipirante».
«Este desafio de, em setembro, já haver trabalho feito significa trabalho contínuo das escolas de samba e que envolve um número muito significativo de pessoas. As escolas são verdadeiramente uma máquina de cultura que temos no concelho», começou por dizer Filomena Pinheiro, vice-presidente da Autarquia da Mealhada, afirmando que «o Carnaval é uma das maravilhas do concelho e da região» e que é «um pilar estratégico para o Município», no que toca à economia turística.
Palavras corroboradas pelo presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, que congratulou a realização do festival de samba: «A “Cidade do Samba” só é possível porque a ACB e as escolas de samba trabalham o ano inteiro. São associações que juntam pessoas de vários concelhos da região e, por isso, fazem do Carnaval uma das marcas mais fortes que a Mealhada tem». «Quem vier a este evento, está também a contribuir para este património cultural», enfatizou o edil.
«A “Cidade do Samba” é uma forma de valorizar a nossa identidade, dinamizar o território e dar palco a quem trabalha por esta arte, durante o ano inteiro», congratula Márcio Freixo.
Mónica Sofia Lopes





















