A Autarquia da Mealhada está em esforços, junto da família proprietária, para aquisição do Cineteatro Messias, depois de terem começado a pagar renda já este ano, fazendo jus ao contrato assinado em 2001, que previa que ao fim de 25 anos a cedência deixasse de ser gratuita.
O assunto terá que ser abordado pelo executivo camarário e assembleia municipal, mas na segunda revisão orçamental, ontem aprovada em reunião municipal, já estão previstas verbas para a aquisição do espaço, iniciativa corroborada pela oposição, liderada pelo Partido Socialista, que admitiu ser «pertinente a aquisição deste edifício».
António Jorge Franco, presidente da Autarquia da Mealhada, explicou que «(a Câmara) está a negociar com a família». «Já houve um acordo verbal, mas a decisão será de todos nós, na câmara e assembleia, quando trouxermos o assunto», referiu o autarca, defendendo que o Cineteatro Messias «é património de todos e está a ser gerido por todos nós», recordando a necessidade de obras no edifício e a recém candidatura «A Natureza das Coisas» que foi aprovada, para eventos fora de portas daquele espaço, no valor de 400 mil euros, até 2029.
Recordamos que, na assembleia municipal de fevereiro, foi questionado ao executivo o valor de 240 mil euros, até 2029, previsto como renda pelo usufruto do Cineteatro Messias, espaço que tem um contrato de cedência por 50 anos, iniciado em 2001. Na ocasião, o autarca referiu que o contrato estabelece a entrega do espaço à Câmara por 50 anos, mas que uma das cláusulas «é que a partir dos 25 anos (de cedência) passe a haver uma renda mensal de cerca de cinco mil euros». «Eu próprio fiquei surpreendido, não estava a contar, mas obviamente que honramos os nossos compromissos», enfatizou.
Já sobre o valor estipulado, Carlos Cabral, atual presidente da assembleia municipal, recordou que a fórmula do mesmo foi acordada naquele órgão municipal no ano de 2000 ou de 2001.
Mónica Sofia Lopes























