A taxa de cobertura de ATM (Automated Teller Machine) no concelho da Mealhada «é acima da média», explicou, na última reunião pública, Nuno Veiga, vereador na Autarquia da Mealhada, explicando estarem instalados 34 multibancos, espalhados por todo o município. Em Luso, o equipamento que está desligado (na Avenida Emídio Navarro) será arranjado ou substituído até 4 de fevereiro e no Mercado Municipal da Mealhada será instalado um de raiz.

«Instalar ATM não é assim tão simples», começou por dizer Nuno Veiga, explicando que «a onda de assaltos que há uns anos começou a existir nestes equipamentos, levou a que a Associação Portuguesa de Bancos criasse uma lei específica para a instalação de caixas de multibanco».

«Estamos a falar de um serviço público que, cada vez mais, têm que ser as Câmaras Municipais abrir “os cordões à bolsa” e a pagar aos bancos uma renda para os termos disponíveis», continuou o vereador, afirmando que, «mesmo que possa não parecer, o concelho da Mealhada tem 34 ATM. Mira só tem 14, Anadia 33, Penacova 11 e Mortágua nove».

O assunto foi espoletado pelo vereador da oposição, o socialista Claudemiro Semedo, que questionou o facto «de o multibanco em Luso (na avenida principal) estar desligado há cerca de um mês». «Isso aconteceu por dois motivos: um problema com a potência de energia necessária para o mesmo e um outro por falta de uma peça, que não sabemos se ainda há disponível no mercado», respondeu António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, avançando que, apesar disso, «se houver arranjo será tratado, caso não haja, está tudo pronto para que a substituição do equipamento seja feita a 4 de fevereiro», tendo sido necessário um pedido de um parecer também à GNR.

O autarca informou ainda que «está também tudo aprovado para ser colocado um ATM no Mercado Municipal da Mealhada». «Foi quase impossível negociar este equipamento com uma agência bancária, uma vez que o nosso rácio de multibancos é muito superior ao permitido», disse, garantindo que, para isso acontecer, «a Câmara vai ter de montar toda a estrutura».

 

Mónica Sofia Lopes