O antigo Cineteatro Avenida, na vila de Luso, vai ser reabilitado e transformado num Centro de Interpretação Ambiental, Artes e Desporto, com intervenção próxima de toda a população, mas em especial junto de crianças e jovens. A empresa de arquitetura, a quem cabe a responsabilidade do projeto de execução, publicou-o no seu sítio da internet. «Queremos um espaço multiusos em que a memória do que foi aquele edifício, continue lá», referiu António Jorge Franco, presidente da Autarquia da Mealhada, no seu primeiro mandato, garantindo ser aquela «uma porta de entrada para o Bussaco».

O executivo liderado por António Jorge Franco definiu o Cineteatro «como uma estrutura polivalente voltada para o desenvolvimento de atividades de cariz ambiental, artístico, cultural, lúdico, educativo e desportivo». A empreitada preconiza a reabilitação do edifício, já muito degradado, bem como de todo o espaço exterior envolvente, incluindo as escadas confinantes que constituem a porta de entrada da Mata Nacional do Bussaco, candidata a Património Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)», avançou, em 2024, a Autarquia da Mealhada.

Já no projeto pode ler-se que «o programa tem por objetivo fundamental a criação de um espaço com elevada qualidade estética e ambiental, com apreço pelo contexto histórico do edifício existente e estabelecendo uma relação de total coerência com a envolvente paisagística, considerando a reorganização funcional do espaço».

«Acreditamos ter aqui um bom projeto para a população da freguesia do Luso e de todo o concelho, mas também para quem nos visita. O Luso e o Bussaco têm o enquadramento perfeito para a vertente ambiental, artística e desportiva», enfatizou, na altura, o presidente da Câmara da Mealhada.

A intervenção incluiu também, uma auscultação no sentido de saber que memórias as pessoas têm daquele local, bem como o que ali desejariam ter no futuro. «Julgamos que é importante ouvir a população e sentir as expectativas das pessoas para um espaço que marcou muitas gerações. O projeto tem amplitude suficiente para várias áreas e o que procuramos é reabilitá-lo como algo que que faça sentido, aos dias de hoje, à população residente e a quem visita o Luso», explicou, na ocasião, o edil.

Para o novo espaço, e segundo um comunicado da Autarquia, a comunidade apontou como sugestões as áreas do cinema, música, arte e exposições.

Na última assembleia municipal da Mealhada, que se realizou em dezembro passado, o reeleito presidente da Autarquia, avançou que «o projeto de arquitetura foi aprovado, estando nas especialidades». «Não há obras de um dia para o outro, mas esta obra é um compromisso nosso», enfatizou o autarca, afirmando que o executivo quer «em 2026 lançar o concurso».

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Imagens: Renders 3D da Cidade Branco Arquitectos