A Fundação Mata do Bussaco inaugurou, no passado sábado, a exposição «Reflexos do Bussaco: Olhares do Passado», no Convento de Santa Cruz, no concelho da Mealhada, que conta com mais de quatrocentos documentos de índole histórico, alguns deles centenários. Uma iniciativa que contou com a colaboração da comunidade e instituições locais. A mostra trouxe à memória o quarto centenário da Mata do Bussaco, que acontece em 2028, e que Guilherme Duarte, presidente do conselho diretivo da Fundação, diz ser «nossa obrigação começar a pensar, com a devida antecedência, o assinalar desta data tão marcante».

«A história desta Mata é muito antiga e começou a escrever-se muito antes de 1628, pois se é nesta altura que os carmelitas descalços iniciam os seus trabalhos, já antes os monges beneditinos do mosteiro da Vacariça teriam iniciado a criação desta Mata», começou por dizer Guilherme Duarte, acrescentando que «ao falarmos de Bussaco, falamos de serra, de mata nacional, de cedro, de batalha, de Palácio e, mais recentemente, da marca Mondego-Bussaco».

Sobre o Palace Hotel do Bussaco, com grande relevância na exposição, o presidente da Fundação Bussaco, recorda que o mesmo «foi mandado construir pelo Rei D. Carlos, em finais do século XIX. Estamos perante um património construído único e todos estamos conscientes da importância do mesmo para a atratividade da região e para o desenvolvimento do turismo». «É determinante assegurar a preservação e valorização deste imóvel, classificado como Monumento Nacional, tendo todos consciência da importância e da necessidade de haver obras neste edificado. Acreditamos que o concurso lançado em 24 de junho de 2024, através do programa Revive, terminará em bom porto e que estará concluído em breve», enfatizou, garantindo que «a Mata do Bussaco é dos locais mais visitados na região Centro com turistas provenientes de mais de cem nacionalidades, nomeadamente, de Portugal, França, Espanha, Estados Unidos da América e Brasil».

Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada, afirmou que esta exposição «é uma forma diferente de festejar o Natal, com uma narrativa que é preciso lembrar, uma vez que a preservação da memória coletiva faz toda a diferença numa comunidade».

Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, corroborou que «o Bussaco é identidade, memória coletiva e é cada vez mais uma marca estratégica no turismo, capaz de gerar estadias, atrair novos públicos e gerar turismo internacional». «Esta exposição faz-nos descobrir detalhes e emoções, que muitas vezes nos passam despercebidos», disse ainda.

 

Mónica Sofia Lopes