O executivo municipal de Anadia aprovou, por unanimidade, o prolongamento da vigilância móvel da floresta no concelho até ao próximo dia 15 de outubro. «A terra ainda está muito seca e basta uma máquina a trabalhar ou qualquer coisa do género para podermos ter um incêndio», referiu, na última reunião pública, Maria Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia.
Para este projeto, recordamos, foi celebrado um acordo entre o Município de Anadia, as Juntas de Freguesia de Avelãs de Cima, Moita e Vila Nova de Monsarros, a Associação de Apoio Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima, a Associação de Voluntários de Ferreiros e a Associação Cultural e Recreativa de Algeriz.
De acordo com o mesmo protocolo, a Autarquia atribuiu a cada uma das associações envolvidas «um apoio financeiro com o objetivo de compensar os encargos inerentes à vigilância, nomeadamente a manutenção dos veículos, entre outras despesas, bem como as motorizadas e uma verba a cada associação para abastecimento dos veículos motorizados, comunicações, equipamento de identificação e proteção individual e outro tipo de equipamentos de apoio para a boa execução da vigilância».
Na passada quarta-feira aprovou uma adenda ao protocolo de cooperação para mais quinze dias – a data prevista de vigência era de 1 de julho a 30 de setembro -, «com o encargo de dois mil euros a cada associação», o que totaliza seis mil euros. «Pretende-se com esta ação proteger a mancha florestal do concelho com grande expressão na economia local, bem como dar mais tranquilidade às populações mais isoladas que vivem em redor da mesma», lê-se num comunicado da Autarquia aquando do início do período de vigilância.
Na mesma reunião, Lídia Pato, vereadora eleita pelo Partido Socialista, referiu haver «uma rotura de água, há mais de três semanas, na Rua Nossa Senhora do Carmo, em Amoreira da Gândara». «Julgo que se deveria fazer alguma coisa com urgência até pela questão do exemplo e de pedagogia por quem ali passa todos os dias», disse. Declaração que levou a edil a admitir desconhecer «se a mensagem da rotura já teria chegado à Câmara», garantindo «ir verificar com os serviços a situação e de que tipo de rotura se trata».
Foi ainda aprovada uma «proposta de aplicação da tarifa prevista para o escalão médio de consumo apurado, no âmbito do Regulamento Municipal de Serviço de Abastecimento Público de Água, às situações de evidências da existência de rotura na rede predial». «Não são só roturas na rede pública, mas também a nível particular, com valor significativo a ser assumido pelo Município e benefício para os munícipes», declarou a autarca sobre uma medida que foi aprovada por unanimidade.
Mónica Sofia Lopes























