A partir de 28 de setembro, a circulação ferroviária será reposta em toda a extensão da Linha, com a reabertura do troço entre a Pampilhosa e Vilar Formoso. Este investimento, ao longo de 190 quilómetros de via-férrea, garante, e segundo nota da Infraestruturas de Portugal, viagens mais rápidas, seguras e confortáveis, reforçando também a competitividade no transporte de mercadorias.
No dia 28 de setembro (domingo) será retomado o serviço de transporte ferroviário de passageiros entre as estações da Pampilhosa e de Mangualde, na Linha da Beira Alta. Com a reabertura deste troço é assegurada a reposição integral da circulação de comboios em toda a extensão da renovada linha, entre Pampilhosa e a fronteira com Espanha, em Vilar Formoso.
Na mesma data entrará em funcionamento a Concordância da Mealhada, uma ligação ferroviária de 3,2 quilómetros que conecta diretamente a Linha do Norte à Linha da Beira Alta. “Esta nova infraestrutura simplifica as ligações entre o norte e o interior do país, trazendo benefícios tanto para passageiros como para mercadorias, ao potenciar a ligação aos portos de Aveiro e Leixões, e às redes ferroviárias de Espanha e do resto da Europa”, avança ainda o IP.
Modernização integral da linha
A intervenção compreendeu cerca de 190 quilómetros de via-férrea, com melhorias profundas no traçado, a construção de variantes e a supressão de todas as passagens de nível, aumentando a velocidade e a segurança da circulação.
Do ponto de vista técnico, a Linha da Beira Alta passa a dispor de sistemas modernos de sinalização eletrónica e telecomunicações, bem como de zonas de resguardo que permitem o cruzamento de comboios de 750 metros, reforçando a capacidade de operação e a eficiência no transporte de mercadorias.
Um eixo estruturante para Portugal
“A Linha da Beira Alta assume-se como um corredor estratégico na ligação entre o interior e os principais centros urbanos, além de ser essencial para a integração ferroviária com Espanha e a Europa”, lê-se ainda na mesma nota, que conclui que “com esta modernização, Portugal passa a contar com uma infraestrutura mais moderna, segura e sustentável, capaz de responder às necessidades de passageiros e exportadores”.
Fotografia de Arquivo























