2025 foi o ano do espaço cultural Cineteatro Messias, na Mealhada, começar a contabilizar dados estatísticos de ocupação e, só no primeiro semestre, divididos por 219 espetáculos, estiveram 19.700 espectadores. O próximo quadrimestre promete «novamente programação diversificada» com espetáculos, entre outros, de Rui Reininho, Luísa Sobral, O Gajo, Marta Ren, João Baião, Teresa Guilherme e Hugo Van Der Ding. O investimento direto ronda os trinta mil euros.
A música será o forte da programação, de setembro a dezembro de 2025, com Ricardo Silva na guitarra portuguesa (19 de setembro), O Gajo (20 de setembro), Marta Ren (11 de outubro), Marta Pereira da Costa (18 de outubro), Fado D’Anto – Novos Vinte (8 de novembro), Luísa Sobral (6 de dezembro) e Rui Reininho (20 de dezembro).
No teatro musical, Baião D’Oxigénio traz três sessões (5 e 6 de setembro) e António Sala – O Comunicador (22 de novembro). Em musicais infantis, subirão ao palco do Cineteatro Messias, A Dama e o Vagabundo (5 de outubro) e O Feiticeiro de Oz – Um Musical de Encantar (29 novembro). No teatro, As Vaginas e Eu – tudo o que ficou por dizer (25 de outubro) e A Grande Fantochada | Hugo Van der Ding (13 dezembro). O espaço receberá ainda os Encontros de Cinema da Mealhada a 7 de novembro e o Circo Mágico a 9 do mesmo mês.
A Sala de Exposições receberá, em setembro, a mostra de fotografia do General Ribeiro Arthur, «Fardamentos do Período da Guerra Peninsular»; pintura de Carlos Alberto Tropa de Sousa «Reminiscências do Passado», em outubro; vídeo de Joana Patrão «Equinócio», em novembro; e a exposição comunitária, em dezembro, «Habitar O Comum» da Associação Cultural Aderno.
As associações culturais do concelho têm espaço para a apresentação dos seus espetáculos e mantêm-se as sessões de cinema. Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos na ticketline e na bilheteira do Cineteatro Messias.
«Pretendemos ter sempre programação diversificada que abranja todas as expressões artísticas e que procure capacitar públicos», referiu Filomena Pinheiro, vice-presidente da Autarquia da Mealhada e responsável pelo pelouro da Cultura, acrescentando que «a nossa ambição é tornar a cultura um pilar estratégico. Apostar na cultura é apostar mais na qualidade de vida e é também um gerador de felicidade». «Muitas vezes com espetáculos de massas temos a casa cheia e em outros, com menos visibilidade, temos o espaço menos preenchido, mas isso não é um fator dissuasor para nós, porque defendemos que a formação de públicos se faz precisamente assim», enfatiza a autarca, explicando que o mote é também «arriscar naquilo que é mais ousado e que vai fazer a diferença».
Por outro lado, Filomena Pinheiro recorda que o executivo camarário «está a trabalhar para ter mais espaços culturais no concelho porque para nós a cultura é um pilar estratégico de desenvolvimento, que traz mais qualidade de vida, mais residentes e uma comunidade mais interventiva». «A economia ganha já muito com a programação que temos», garante.
Palavras corroboradas por António Jorge Franco, presidente da Autarquia, que explica que os números de público do Cineteatro Messias se explicam pelo facto «de a Mealhada estar bem localizada, ter boas infraestruturas e ser um destino gastronómico e turístico com o Luso – Bussaco. Juntando tudo isto, podemos dizer que somos também um destino cultural».
Mealhada regista crescimento na atividade turística
À margem da conferência, Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada, falou no número crescente da atividade turística no concelho da Mealhada, que «em 2024 teve um aumento de cerca de 17% face a 2023 e que em 2025 já vai num crescimento de 25%».
Só em dormidas, a autarca garante que houve «um crescimento de 21,3% em 2024 face a 2023, representando 110 mil e 700 dormidas na Mealhada». «Em 2025, de janeiro a maio, já registamos 43 mil dormidas», afirma.
No que toca à restauração, Filomena Pinheiro fala na região Mondego – Bussaco, que abrange os concelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova, garantindo que gerou «26 milhões de euros, de agosto de 2024 a maio de 2025».
Mónica Sofia Lopes





















