Depois de um ano de interregno, a «Cidade do Samba – Festival de Samba da Mealhada 2025» acontece nos próximos dias 12 e 13 de setembro, realizando-se, pela primeira vez, na Quinta do Murtal, na cidade mealhadense. As entradas no evento serão gratuitas. Duas grandes novidades serão o «Samba Comedy», com humoristas nacionais, e uma «Vila Mirim», que dará «palco» aos mais novos.
A Mealhada voltará a ser palco da «rentrée» dos preparativos para o Carnaval de 2026, juntando já em setembro escolas de vários pontos do país, desde Ovar a Sesimbra. Com um orçamento, que ainda não está fechado, mas que pode ir dos 45 aos 50 mil euros, o grande investimento será para uma tenda, que salvaguardará em caso de condições climatéricas adversas, e para toda a parte de produção. Haverá bares no recinto explorados pelas quatro escolas de samba do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada – Amigos da Tijuca, Batuque, Real Imperatriz e Sócios da Mangueira -, mas também pela Associação do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada.
O programa começa na sexta-feira, dia 12 de setembro, pelas 19h30, com a sessão solene de abertura da «Cidade do Samba», onde estarão representantes dos Municípios e das Associações de Carnaval das escolas convidadas de outras regiões. A noite será composta por «Samba Comedy» com Miguel 7 Estacas («Senhor Limpinho») e a participação de Catarina Matos (natural da Mealhada) e de Rita Leitão, a partir das 22h00; seguindo-se as atuações de Xandinho e do «disc-jockey» Mr White.
No dia seguinte, sábado, 13 de setembro, a festa começa às 15h00 com a «Vila Mirim» onde se pretende que participem escolas e Instituições Particulares de Solidariedade Social que tenham a resposta infantil, «para que as crianças do concelho e da região possam contactar com o samba e com as diversas oficinas artísticas, num espaço onde não faltarão insufláveis». Pelas 16h00 haverá a receção das escolas de samba convidadas, seguindo-se às 18h30, uma roda de samba de chão – de mesa comprida para que todos se possam juntar – com o grupo de pagode «Samba à Gomes de Sá», que junta músicos brasileiros e portugueses. À noite, a partir das 21h00, o palco é inteiramente das escolas de samba, durante cinco horas seguidas, com as atuações de Trepa Coqueiro, de Sesimbra; Costa de Prata, de Ovar; Batuque da Mealhada; Trepa de Estarreja; Amigos da Tijuca (Mealhada); Vai Quem Quer (Estarreja); Rainha (Figueira da Foz); Sócios da Mangueira (Mealhada); Charanguinha (Ovar); e Real Imperatriz (Mealhada). O músico Nuno Bastos encerrará a «Cidade do Samba» da Mealhada de 2025.
Haverá ainda «participações especiais» de convidados oriundos do Brasil, «que mostrarão “in loco” o trabalho que fazem nas escolas de lá». «Do que já viram de vídeos das nossas quatro escolas, desconheciam totalmente o que de tão bom e com qualidade acontece aqui», referiu Victor Ferreira, presidente da direção da ACB, remetendo para mais tarde a divulgação dos nomes.
António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, destacou a escolha do espaço para a realização do evento e enfatizou «a grande marca que é o Carnaval, que se faz com o grande voluntariado das pessoas da ACB e das escolas de samba». «É preciso que se diga que grande parte do valor investido surge por parte das empresas e entidades que se envolvem para apoiar o evento», referiu o edil, afirmando ser «um grande momento cultural para a cidade e para o concelho» e desafiando os jornalistas «a virem conhecer a retaguarda de todo o trabalho artístico que está por detrás de uma escola de samba».
A apresentação do festival, durante os dias, estará a cargo de elementos diretivos da ACB, nomeadamente de Victor Ferreira e Vera Veiga.
Mónica Sofia Lopes


























