António Pires, candidato pelo PSD e cabeça de lista pela coligação «Fazer Acontecer», que junta o PSD, o CDS e a IL, à Câmara da Mealhada, desistiu da sua candidatura, esta quinta-feira, evocando “motivos estritamente pessoais”, segundo noticia o jornal “Noticias de Coimbra”. O Bairrada Informação – que acompanhou a tomada de posse, do agora ex-candidato, na Concelhia da Mealhada do PSD há um ano e, mais recentemente, a apresentação pública da sua candidatura à Autarquia – tentou, esta noite, obter uma declaração de António Pires, um facto que não foi bem-sucedido até ao momento.

Foi há cerca de um ano que António Baptista Pires tomou posse como presidente da Comissão Política de Secção na Mealhada do Partido Social Democrata. Recentemente, apresentou-se como o timoneiro de uma candidatura conjunta entre três partidos, numa cerimónia «apadrinhada» pelo eurodeputado Sebastião Bugalho, do PSD, e pelo deputado à Assembleia República, João Almeida, do CDS, e que contou ainda com a presença de Paulo Cavaleiro, em representação da Distrital de Aveiro do PSD.

Mas hoje o panorama mudou com aquele que seria o candidato de uma coligação a revelar não ter cometido “qualquer ilegalidade”, mas que, contudo, “a condição e autoridade política (referindo-se a si) ficaram diminuídas”, pedindo desculpa “a todos” os que em si confiaram.

Apesar de se ter remetido ao silêncio até ao momento, ao nosso jornal, o Bairrada Informação, sabe que António Pires foi declarado insolvente, em abril passado, num processo que decorreu no Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro.

Entretanto, o PSD Mealhada manifestou-se na rede social Facebook, onde se lê que “os subscritores (da candidatura) desconheciam as vicissitudes judiciais do candidato António Batista Pires, tendo, apenas no dia de ontem, sido confrontados com uma decisão judicial de declaração pessoal de insolvência do mesmo, facto que, naturalmente, o inibiria, pelo menos ética e moralmente, de liderar uma candidatura pautada pela lisura e seriedade, tal como preconizamos”. “Para nós, toda a equipa que durante o último ano deu o seu melhor para honrar o PSD local e construir uma equipa mobilizadora para enfrentar o desafio autárquico que se avizinha, esta situação que era previsível pelo presidente renunciante e foi ocultada da equipa que nele confiou, configura uma inaceitável postura de má-fé que não podia ser tolerável”, lê-se ainda, acrescentando que continuam “com uma inabalável confiança de que podemos, humildemente, construir uma alternativa”.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Arquivo