No âmbito do Concurso Público Internacional para a Concessão de Transporte de Passageiros por modo rodoviário da Região de Coimbra, e no seguimento de um pedido de parecer da Busway sobre a operação de concentração resultante da adjudicação pela Comunidade Intermunicipal no referido concurso, o conselho de administração da Autoridade da Concorrência adotou a decisão de inaplicabilidade.

“Esta decisão decorre do facto da operação não se encontrar abrangida pelo procedimento de controlo de concentrações por parte da Autoridade da Concorrência. Desta forma, foi dado mais um passo no âmbito deste concurso”, lê-se num comunicado da CIM Região de Coimbra.

Recorde-se que o concurso público internacional integra uma rede com linhas de serviço público regionais, intermunicipais e municipais, aprovada pelos municípios em Conselho Intermunicipal, com uma extensão total superior a seis milhões de quilómetros: a concessão do lote 1 é composto por linhas de serviço público que envolvem os municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Penela, Soure e ligações à CIM Região de Leiria e uma produção quilométrica de 2 761 163,83 km; a concessão do Lote 2  é composto por linhas de serviço público nos municípios de Coimbra, Cantanhede, Mealhada, Mira, Mortágua, ligações à CIM Viseu Dão Lafões e uma produção quilométrica de 1 358 342,27km; e a concessão do Lote 3 é composto por linhas de serviço público em Coimbra, Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Tábua, Vila Nova de Poiares, ligações entre Tábua e Santa Comba Dão (CIM Viseu Dão Lafões ) e ligações à CIM Beiras e Serra da Estrela, com uma produção quilométrica de 2 394 440,02km.

A decisão já seria a esperada, uma vez que, na última assembleia municipal, à questão de uma munícipe sobre “se o Metro Mondego sempre iria chegar à Mealhada», António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, respondeu ser “um projeto com vários estudos, que está a ser trabalhado com o governo atual para ter apoio financeiro”. “A CIM já criou uma bilhética para ser implementada quer no comboio, quer nas linhas de autocarro”, acrescentou, informando que, sobre o serviço rodoviário “virá uma nova empresa, em princípio a partir de 1 de janeiro”.

A Busway pertence ao grupo israelita Afifi.