A aquisição do prédio «Urbiluso», situado no aglomerado urbano da vila de Luso, por um valor de 550 mil euros, divididos pelos anos de 2021 e 2022, foi questionada por João Louceiro, deputado do PCP, na última Assembleia Municipal da Mealhada do anterior mandato, que se realizou no passado dia 30 de setembro.

Em resposta, Rui Marqueiro, nessa altura ainda presidente da Câmara da Mealhada, referiu que o Município comprou não só o prédio designado «Urbiluso», mas também um outro atrás designado de «Prédio do Forno». «Tínhamos em vista resolver alguns problemas de estacionamento no centro do Luso e também pensávamos na construção de habitação a custos controlados», explicou o autarca, referindo «não ter sido possível concretizar os projetos pensados», ficando, contudo, «os imóveis para património da Câmara».

Na mesma sessão, as bancadas da oposição com assento no órgão lamentaram que, durante os quatro anos de mandato, «apenas uma sessão tenha sido transmitida via “streaming”». «Foi uma recomendação do Bloco de Esquerda somente aprovada à terceira vez e que pensávamos que seria bem mais do que uma recomendação. Lamentamos que não vá a avante», disse Ana Luzia Cruz, deputada do Bloco de Esquerda, partido que nos próximos quatro anos deixa de ter representatividade na Assembleia Municipal da Mealhada, por força de não ter atingido o número mínimo de votos, nas eleições de 26 de setembro, para eleger um deputado.

«Espero que no futuro exista transmissão online para que possa ver as sessões tranquilamente em casa», disse também Luís Brandão, da bancada da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada».

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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