«A obra já foi adjudicada e há um compromisso absoluto para que esteja feita até 17 de setembro». A afirmação é de Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara da Mealhada, na reunião do executivo de 9 de agosto, referindo-se à intervenção que será feita na Escola Básica 2 da Mealhada, tendo por base facilitar as acessibilidades de um aluno que sofre de Distrofia Muscular de Duchenne, um distúrbio genético que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino e se caracteriza pela degeneração progressiva e irreversível da musculatura esquelética, levando a uma fraqueza muscular generalizada.

«Fizemos uma reunião com o encarregado de educação do aluno, que viu o projeto e gostou muito do que vai ser feito», disse ainda o autarca, na última reunião do executivo em resposta a Hugo Silva, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», que quis saber «qual o ponto de situação». «O Agrupamento de Escolas resolveu colocar os alunos do 9.º ano na Escola Secundária, mas a turma do Vicente – que também transita para o nono ano – continuará na EB2», acrescentou ainda o autarca.

O assunto já tinha também sido abordado na última Assembleia Municipal da Mealhada, que se realizou a 29 de junho, por Olga Coelho, professora de educação especial na Escola Básica 2 da Mealhada, que questionou o executivo camarário sobre «as obras de acessibilidade pedidas em 2018» na respetiva escola. Nessa altura, já o vice-presidente da Autarquia anunciava que as obras em falta estavam «para muito breve», recordando, contudo, que a Câmara «arranjou uma casa de banho, bem como uma sala condigna para o “nosso” Vicente poder estar no rés-do-chão». «Tivemos com pessoas que vocês chamaram da Universidade de Coimbra que nos felicitaram pelo trabalho já feito», relembrou, enfatizando que «o resto será feito dentro de muito pouco tempo».

Na primeira semana do mês de agosto, também o Bloco de Esquerda da Mealhada esteve em frente à Escola Secundária «para mais uma ação de luta sobre inclusão», tendo como mote a situação concreta deste aluno que sofre Distrofia Muscular de Duchenne que, escrevem em comunicado, «está dependente de uma cadeira de rodas elétrica».

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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