O Município da Mealhada aprovou, na reunião do executivo de 14 de junho, o Estatuto Remuneratório do Coordenador Municipal de Proteção Civil. Um cargo que ainda não existe na Autarquia e que a oposição pede que sejam «bem elucidados quanto aos critérios de escolha e procedimentos curriculares da pessoa que for escolhida».

«Com a pandemia percebi que o Município deve ter um sector da Proteção Civil mais estruturado. Nós os quatro – presidente, vice-presidente e vereadores – fizemos também de coordenadores durante os últimos meses», começou por dizer Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, que acrescentou que «tudo o que seja responsabilizar os respetivos órgãos e dirigentes é, do meu ponto de vista, boa política». «Quando tivemos que estabelecer o que seria o Posto de Vacinação fomos nós, com a divisão do Desporto e os Bombeiros, que lá estivemos; e no acompanhamento mais diário foi a vereadora Arminda Martins. Se existisse o coordenador tinha feito este trabalho», disse ainda o autarca.

Nuno Canilho, vereador na Autarquia, acrescentou que «este cargo não está ainda atribuído, mas as funções operacionais que competem à Câmara estão satisfeitas. Não estão no vazio, estão assumidas dentro da estrutura municipal, numa articulação entre a Câmara, os corpos de bombeiros e outras estruturas».

Rui Marqueiro defendeu que há que «encontrar alguém com o perfil adequado, que vai ter que contactar com todas as chefias e que terá também que ter algum apoio administrativo». «Tenho que auscultar algumas pessoas e se achar que encontrei a pessoa certa, não tenho problema em nomear», referiu Rui Marqueiro, sublinhando que a preferência irá para «alguém do município», respondendo a Hugo Silva, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», que questionou se seria necessário «chamar alguém de fora».

O vereador da oposição perguntou também se «a nomeação já não devia ter sido feita»: «Não é extemporâneo estarmos ainda neste Verão a colocar uma pessoa? Se formos nomear agora, não corremos o risco de desarticular o que tem vindo a ser feito?».

Arminda Martins, vereadora na Câmara da Mealhada, afirmou que «um coordenador da Proteção Civil não é um apagador de fogos, mas muito mais do que isso. As funções de articulação são imensas. O trabalho deste coordenador é diário, até numa simples recolha de um animal».

Antes do término da discussão, Hugo Silva enfatizou: «Esperamos que sejam bem elucidados os critérios de escolha e procedimentos curriculares da pessoa que for escolhida».

Outro dos assuntos discutidos foi o pedido do Jardim de Infância de Sant’Ana, na Mealhada, para que o Município procedesse a uma Carta de Investidor Social, um pedido que foi aprovado. «Na pior das hipóteses a participação financeira da Autarquia é de 28 mil euros e, pelo que percebo do projeto, vai haver capacitação das famílias, o que significa sempre uma melhoria para a população», referiu Rui Marqueiro.

Hugo Silva referiu que «este projeto poderá ajudar a instituição financeiramente». «Nesta perspetiva, apoio a estabilização da entidade através deste projeto, mas, por outro lado, acho que se deve tirar algum partido social e socioeducativo desta participação do Município», defendeu.

 

Oposição pede esclarecimento sobre publicação patrocinada no Facebook

Hugo Silva, vereador da oposição na Câmara da Mealhada, eleito pela coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», disse, na última reunião do executivo, que vai pedir um parecer à Comissão Nacional de Eleições, sobre uma publicação do Município patrocinada no Facebook. «Tinha a ver com obra municipal e está a circular como se fosse um troféu. Tenho dúvidas de que a menos de seis meses das eleições este tipo de comunicação possa ser feita», disse.

Rui Marqueiro afiançou de que «não se pode é informar daquilo que não se faz». «A mim parece-me informação e não propaganda», enfatizou.

 

 

Mónica Sofia Lopes