Os funcionários judiciais do Juízo de Competência Genérica do Tribunal da Mealhada fizeram, na manhã de quinta-feira, 17 de junho, uma hora de greve. Esta posição vem em detrimento da decisão do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), que decretou uma hora de greve parcial durante um mês (de 17 de maio a 17 de junho), para que o setor, entre outras coisas, possa reivindicar a revisão do estatuto socioprofissional. Na Mealhada, algumas pessoas tiveram que aguardar para serem atendidas, dado o encerramento das 10h00 às 11h00, e um julgamento teve também que ser suspenso durante essa hora.

«Reivindicamos a revisão do estatuto profissional, que remonta a 1999 e que está agora desatualizado», disse, ao nosso jornal, um dos quatro funcionários do Tribunal da Mealhada que, ontem – último dia da paralisação que, durante um mês, percorreu diversos Tribunais por todo o país -, também fez em greve em frente ao seu local de trabalho. «A nível nacional faltam cerca de mil oficiais de justiça», lamenta o funcionário.

Para além do estatuto socioprofissional, os funcionários judiciais reivindicam uma tabela salarial adequada, o preenchimento integral dos lugares vagos, a inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual e a regularização das situações de progressão profissional.

«Trabalhamos fora de horas, não temos horário de saída e não estamos a receber mais por isso», referiu outra das funcionárias do Tribunal da Mealhada, que ali trabalha há quase duas décadas. «Justiça para quem nela trabalha!» era a mensagem envergada por um destes funcionários com quem falámos.

 

 

Mónica Sofia Lopes