A Câmara de Anadia vai avançar com a requalificação ambiental e paisagística da zona do Monte Crasto, num investimento superior a 700 mil euros, com um prazo de execução de oito meses. “O objetivo é transformar aquela zona, do centro da cidade de Anadia, num espaço verde urbano, dotado de sinalética, trilhos e circuitos de manutenção, miradouro com vista panorâmica sobre a cidade e a zona serrana, espaços de lazer e de merendas, em sintonia com a valorização e conservação dos recursos naturais e históricos”, lê-se num comunicado da Autarquia.

Segundo a presidente da Câmara, Maria Teresa Cardoso, o Município deliberou avançar com esta empreitada, considerando “a oportunidade para apresentação de candidatura a Fundos Comunitários”, no âmbito do Programa CENTRO 2020, designadamente na prioridade de “Investimento na Conservação, Proteção, Promoção e Desenvolvimento do Património Natural”. Salientou ainda que “esta intervenção está inscrita na Operação de Reabilitação Urbana de Anadia e respetivo Programa Estratégico de Reabilitação Urbana, aprovados pela Assembleia Municipal”.

“Esta empreitada, que abrange uma área de intervenção aproximadamente de 39 000m2, surge em linha de complementaridade com outras obras de requalificação urbana já levadas a cabo por esta autarquia, nomeadamente as requalificações da Rua Júlio Maia, da Rua Justino Sampaio Alegre e o Parque Urbano de Anadia”, continua a nota de imprensa, que acrescenta que “o espaço carece de uma intervenção de grande dimensão, no sentido de potenciar todo o seu esplendor de forma a proporcionar a quem se desloca ao Monte Crasto, várias vertentes de lazer, nomeadamente percursos pedestres, zonas de merendas e zonas de observação”.

“A criação de um miradouro é um dos elementos inovadores e magnificentes da presente proposta, a qual pretende tirar partido da vista panorâmica que o Monte Crasto nos oferece, criando um ponto de observação sobre a cidade de Anadia, tendo acesso privilegiado a uma vista fenomenal. O miradouro terá uma plataforma de 24 metros de comprimento e três metros de largura”, desvenda a nota municipal, avançando que “o circuito de manutenção contempla treze estações distribuídas, por toda a envolvente do Monte Crasto, numa extensão aproximada de 1300 metros lineares, proporcionando aos seus utilizadores a descoberta de todo o património natural e histórico existente no local.

O mobiliário urbano proposto para este projeto, foi pensado no sentido de este ser executado em materiais naturais, nomeadamente pedra e madeiras, por forma a que este se enquadre em toda a zona envolvente e de forma a não causar grande impacto visual. Algumas das peças de mobiliário foram pensadas e criadas, propositadamente, para este projeto, com o objetivo de avivar as recordações do mobiliário primogénito deste local. A iluminação pública será em tecnologia LED que será concretizada, através da colocação de colunas e pimenteiros em madeira para não destoar de toda a envolvente, não causando significativos impactes visuais, ao longo de todos os circuitos pedonais. Apenas na zona da praça central junto a capela, estão previstos projetores de chão e colunas metálicas de seis metros”.