Numa altura em que as compras online vão dominar nesta Black Friday, o Portal da Queixa lança a campanha #NãoSejasPato que conta com a participação do OLX, MB WAY, Worten, CTT, KuantoKusta e euPago. Aumentar a literacia digital dos consumidores, alertar para os perigos da internet, evitar burlas e esquemas fraudulentos, ajudar a população a fazer compras com maior segurança e confiança, são os principais objetivos desta iniciativa que terá a duração de um ano. Em 2019, as burlas geraram 23% das reclamações relacionadas com a Black Friday.

O contexto de pandemia acelerou o consumo online e veio quebrar barreiras nos hábitos de compra de milhares de portugueses. Há cada vez mais pessoas a comprar online e a tendência veio para ficar. Atento a esta mudança de paradigma, o Portal da Queixa – enquanto comunidade online de consumidores e marcas -, entendeu ter o dever de contribuir para o aumento da literacia digital dos consumidores em Portugal, com o propósito de mitigar ao máximo os casos de burla e fraude. Assim nasce a campanha: #NãoSejasPato.

Com esta iniciativa – que é um movimento cívico nacional -, pretende-se ajudar os consumidores portugueses a identificarem os perigos online para poderem efetuar as suas compras em maior segurança, sabendo como evitar as burlas e os esquemas enganosos.

Para tal, o Portal da Queixa desenvolveu uma plataforma lúdica – www.naosejaspato.pt -, idealizada para atrair a atenção das várias faixas etárias e sociais, com vista a garantir que o conhecimento é adquirido por toda a sociedade de consumo a fim de evitar que caia em esquemas fraudulentos, lesando o seu património. A plataforma disponibiliza um jogo – um quiz formulado pelas marcas que aderiram à campanha -, permitindo aos visitantes que, de uma forma inclusiva e divertida, façam um teste de conhecimento acerca das boas práticas de compras através da internet.

Reconhecendo a importância deste movimento cívico nacional, a campanha conta com a associação das principais marcas representativas dos setores que interagem na jornada de compra do consumidor: OLX, MB WAY, Worten, CTT, Kuanto Kusta e euPago.

Segundo David da Costa Mota, Head of Operations do OLX Group: “Este movimento é um desejo tanto do OLX como do Portal da Queixa com o intuito de ajudar a sociedade a ganhar uma maior consciência acerca da utilização correta da internet. O nosso propósito é de construir algo maior para além deste movimento pois como líderes de mercado no digital a nossa responsabilidade também é a de educar a sociedade partilhando o conhecimento necessário para uma maior segurança.”

A SIBS (MB WAY) partilha da opinião de que, só um movimento conjunto, entre várias entidades, poderá promover a literacia digital e financeira junto dos cidadãos: “Na SIBS é nosso propósito contribuir de forma consistente para a digitalização da economia e da sociedade, através de serviços e soluções inovadoras que facilitem o dia a dia dos portugueses. É com um enorme sentido de missão que nos associamos a esta iniciativa e, uma vez mais, ao Portal da Queixa, porque só através de um esforço coletivo entre várias entidades será possível promover a literacia digital e financeira junto de todos os cidadãos, sobretudo dos que têm mais dificuldade no acesso a esta informação”, sublinha Joaquim Correia, Diretor de Marca e Comunicação da SIBS.

 

Parceria cívica e social que convida à luta todos

Para Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa, é urgente uma mudança paradigmática da literacia digital em Portugal.

“Enquanto fundador da maior comunidade de consumidores em Portugal, não consigo ficar indiferente aos inúmeros relatos diários que recebemos no Portal da Queixa, relativos às experiências negativas por fraude e burla. Infelizmente, assistimos à total inércia por parte dos organismos do estado, a quem foram atribuídas as funções de promover a política de salvaguarda de direitos dos consumidores, relativamente à discriminação de milhares de portugueses que se aventuram, todos os dias, pela internet fora, na tentativa de conseguirem obter os produtos ao melhor preço, cumprindo os condicionalismos que a pandemia tem causado.

Na falta da iniciativa dos responsáveis governamentais, decidimos dar o passo em frente e criar um movimento cívico pela literacia digital dos portugueses em plena crise pandémica. Mais do que uma intenção, trata-se de uma parceria cívica e social que convida à luta todos os que não ficam indiferentes a estes fenómenos e aos consequentes perigos diários que representam para milhões de consumidores. Esta realidade só poderá ser invertida com a partilha de conhecimento, assente numa estratégia global e com a mobilização de todos na construção desta mudança social.

Portanto, foi com muito orgulho que sentimos, logo no primeiro momento, a vontade de inúmeras marcas em quererem contribuir para um ecossistema de consumo, mais informado, justo e equilibrado.”

De referir que, durante esta Black Friday, quase 40% dos portugueses admite comprar exclusivamente online e 84% dos consumidores mantém a expectativa de poder aproveitar as campanhas promocionais, revela um estudo da Worten.

 

Relativamente ao número e tipo de queixas gerados pela Black Friday em 2019:

Entre 1 de novembro a 15 de dezembro de 2019, foram registadas no Portal da Queixa 274 reclamações relativas à Black Friday, um aumento de 51% face ao período homólogo (182 reclamações). No período em análise, por categoria, a maior rede social de consumidores de Portugal revela que: 45% das queixas estão relacionadas com Tecnologia, TV e Eletrodomésticos; 15% com vestuário e acessórios; 8% com perfumarias; 8% com mobiliário e decoração; 5% com companhias aéreas; 4% com híper e supermercados; 3% com livraria, 2% com Marketplaces e Outros (10%).

 

Principais motivos:

Falha e atraso de entrega (41%)

Burla (23%)

Apoio ao cliente (18%)

Pagamento (11%)

Devoluções e/ou troca (4%)

Envio de produto errado (3%)

 

 

Fonte: Portal da Queixa