A Junta da União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes vai atribuir um subsídio de 5.000 euros aos Bombeiros da Mealhada e outro de igual montante ao Centro Recreativo de Antes para obras no muro do campo de futebol, que está a ruir. Para além disso, e com a verba de 5.000 euros atribuída pela Câmara da Mealhada para fazer face às despesas com a pandemia, o executivo irá dividi-lo pela Misericórdia da Mealhada, pelo Centro Paroquial de Solidariedade Social de Ventosa do Bairro e pela Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Antes. Para João Santos, presidente da Junta, os apoios a distribuir representam «um esforço financeiro» para a autarquia, mas entende «a necessidade das instituições» no atual momento pandémico.

Para o Centro Recreativo de Antes, a Junta disponibiliza cinco mil euros e a Câmara da Mealhada outro tanto, valor que será aplicado nas obras do muro do campo de futebol, que «ameaça ruir», afiança o autarca, enfatizando que «necessita mesmo de uma intervenção pela segurança de todos».

Já aos Bombeiros da Mealhada, o executivo da Junta da única União de Freguesias no concelho da Mealhada atribui sempre 2.500 euros durante a campanha de fogos, «numa altura em que a corporação gasta muito dinheiro em materiais». «Este ano, com as obras de melhoramento no quartel, foi feito um pedido à Junta munido da demonstração de contas e nós achamos que devemos intervir também com 5.000 euros», garante.

Acerca do valor a atribuir a três Instituições Particulares de Solidariedade Social – 1.600 euros a cada uma -, o autarca afirma que «se aproxima uma segunda vaga da pandemia e que as instituições atravessam um momento difícil». «É preferível dar-lhes o dinheiro e comprarem o que realmente necessitam», considera.

Para além da intervenção social, a Junta tem também previstas um conjunto de obras por várias localidades da União de Freguesias. Das mais avultadas, está adjudicado o arranjo e ampliação do Cemitério Novo na Antes, uma obra no valor de cerca de 30 mil euros. Nesta localidade, a Junta quer também dar continuidade às obras do Lago do Sume. «Já temos casas de banho e uma cobertura. Falta agora a colocação de uma churrasqueira e uma pequena construção em madeira de apoio ao parque de merendas, destinada às associações da freguesia», refere o presidente da Junta.

«Temos também um projeto de intervenção urbanística na Póvoa do Garção, junto ao Chafariz, num terreno que está por aproveitar», garante João Santos, adiantando que a obra rondará os 50 mil euros. E haverá ainda lugar para uma intervenção no Jardim do Cruzeiro de Ventosa, bem como a tentativa de aquisição «dos terrenos por trás da futura da Casa da Juventude para um Parque Urbano, uma aspiração antiga da população».

 

Limpeza da freguesia é o principal gasto da Junta

«Metade do orçamento da Junta é gasto com pessoal. São cinco, seis colaboradores a trabalhar e tem que ser sempre a andar», explica João Santos, lamentando «o enorme investimento só nisso». «Sarjetas, valetas, aquedutos, largos e fontes. É tudo por conta da Junta, gastando-se muito dinheiro em materiais: consumíveis, fios, cabeças das máquinas, gasolinas e deslocações, numa freguesia que é enorme», remata o autarca.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura