A limpeza do Parque da Cidade da Mealhada foi um dos temas falados na última reunião do executivo municipal. Na sessão Rui Marqueiro, presidente da Autarquia, informou que não haverá Carnaval em 2021 e que o empreiteiro da Secundária da Mealhada “abandonou” a obra no passado fim de semana.

«O estado do Parque Municipal da Mealhada é pouco apelativo. Há zonas muito secas e outras irrigadas e m termos de limpeza está sofrível. Há alguma coisa que se possa fazer?», começou por questionar Hugo Silva, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», acrescentando que «os canteiros (na entrada do Parque) estão a desfazer-se»: «Vale mais tirá-los e colocar peças de cimento para os carros não passarem».

O presidente da Câmara da Mealhada assumiu «a falta generalizada de assistentes operacionais”, lamentando que «as autarquias sejam obrigadas a pagarem salários muito baixos» e que as empresas contratadas representem «uma desilusão».

Também Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara da Mealhada, explicou que «as zonas secas são as zonas do prado que não têm sistema de rega desde a origem do parque. Por outro lado, nos charcos a água é propositada. Ali temos vários ecossistemas». «Se for lá hoje (27 de julho) andam lá três homens. A zona central foi limpa há 15 dias e hoje volta a precisar», continuou o autarca, lamentando o vandalismo que se sente um pouco por todo o concelho: «Na noite de sábado para domingo, pedras com 50kg foram atiradas para o lago do Parque da Pampilhosa. Foram vários metros que tiveram que andar com pedras daquela dimensão para simplesmente as a tirarem ao lago».

Arminda Martins, vereadora na Autarquia, acrescentou ainda que, por exemplo, «o Município só tem um carpinteiro». «Já fizemos duas candidaturas e, com tanto desemprego no país, nem o IEFP nos sugere nomes», lamentou.

No ponto do relatório de gestão 2019/2020 da Associação de Carnaval da Bairrada, Rui Marqueiro divulgou que não haverá Carnaval em 2021. «O Carnaval realiza-se cedo, a 14 e 16 de fevereiro, e como é um evento que recebe milhares de pessoas, a direção da Associação de Carnaval e as escolas decidiram assim», referiu. Nuno Canilho acrescentou que «esta decisão está associada não só aos dias do desfile, mas a tudo aquilo que seria o trabalho nos meses do Inverno. Há uma grande preocupação com o trabalho anterior ao dia do desfile». Segundo o vereador, «é de saudar a responsabilidade das escolas perante a saúde das pessoas». «Em outros concelhos as coisas não estão a acontecer desta maneira e estão a ser as Câmaras Municipais a fazerem o papel de conscientes», rematou.

No decorrer da reunião, o presidente da Câmara da Mealhada foi também informado de que «o (atual) empreiteiro da obra da Escola Secundária da Mealhada retirou todo o material, inclusive andaimes, no passado fim de semana, e foi embora», abandonando a obra. «Entretanto, chegaram também hoje umas cartas à Câmara e tenho que ver com a jurista o que vamos fazer», referiu o edil.

 

Mónica Sofia Lopes