A Câmara Municipal da Mealhada e a Junta de Freguesia do Luso vão avançar com uma obra na Extensão de Saúde do Luso, que está encerrada ao público, segundo Rui Marqueiro, presidente da autarquia mealhadense, «pelo menos há dois meses». O tema foi também abordado pelo Grupo Parlamentar do PCP que, em comunicado, garante ir entregar uma questão à Ministra da Saúde, alegando que o encerramento deste Pólo sobrecarrega a Unidade de Saúde Familiar da Pampilhosa.

Fechada há cerca de três meses, inicialmente devido à situação de pandemia e, posteriormente, devido a infiltrações ao nível do telhado, Rui Marqueiro quer reabrir a Extensão de Saúde do Luso e vai, por isso, avançar, em conjunto com a Junta de Freguesia do Luso, com a reparação do telhado. «A Administração Regional de Saúde informou-nos que já não tinha cabimento de verba para esta reparação e eu, em conjunto com o presidente da Junta do Luso, decidimos suportar o investimento», declarou, na tarde de ontem, aos jornalistas, o autarca.

A obra, no valor de cerca de 19 mil euros, incidirá sobre a reparação das infiltrações, assim como na iluminação e numa «vistoria profunda» à obra. Do valor previsto, caberá à Câmara Municipal 80% e à Junta de Freguesia 20%. «Decidimos pôr mãos à obra porque não podemos admitir que se pense sequer que a Extensão não abra no próximo Inverno e que os habitantes do Luso, de cada vez que precisem de cuidados de saúde, tenham que ir à Pampilhosa. Isso não pode acontecer!”, assegura Rui Marqueiro.

O assunto também é alvo de preocupação por parte do Grupo Parlamentar do PCP que, em comunicado, garante que «PCP irá entregar, esta semana, uma pergunta à ministra da Saúde sobre a situação que está a ser vivida na Pampilhosa», questionando também para quando está prevista a reabertura do Polo de Saúde do Luso». «A Unidade de Saúde Familiar Caminhos do Cértoma ficou sediada na Pampilhosa, com polos no Luso e Vacariça e tem a seu cargo um total de 9.373 utentes», começa o documento do PCP enviado à ministra que alega que esta «nunca foi dotada de meios humanos suficientes para poder garantir um serviço de qualidade aos seus utentes», o que origina «múltiplas queixas sobre os tempos de espera para o atendimento».

Segundo o PCP, «a situação agravou-se com o encerramento do polo do Luso, equipamento inaugurado em março de 2009, que serve uma população de cerca de 2500 utentes, com uma média etária bastante avançada». «Chove em grande parte das salas, incluindo nos gabinetes de atendimento dos médicos e a própria instalação elétrica foi afetada, acabando por inviabilizar o funcionamento do polo», acrescenta o documento.

Também ontem, Rui Marqueiro anunciou que «as obras de reparação na Rua Emídio Navarro, no Luso, terão início na próxima segunda-feira, 27 de julho. A empreitada de «Requalificação da Envolvente à Praça Central da Vila do Luso – 2.ª Fase – Reparação de Pavimentos e Reforço da Drenagem Pluvial» custará 45 mil euros (mais IVA) será feita de forma faseada. Os trabalhos iniciais serão de retirada das pedras danificadas ou soltas e de colocação de uma base betuminosa que tornará a estrada transitável. «Vamos fazer esta intervenção rápida e, depois, em setembro, a empresa retoma a obra, com os trabalhos definitivos», explica o autarca.

 

Mónica Sofia Lopes