A Iberinform, empresa com dimensão internacional, especialista em soluções de gestão e avaliação de risco e de informação de valor acrescentado sobre o tecido empresarial, tem acompanhado de forma direta o impacto gerado pela pandemia de COVID-19 nos diferentes setores de atividade e na economia em geral.

A mudança acelerada no cenário económico, que está a causar uma deterioração progressiva da capacidade de pagamento de grande parte das empresas, levou a equipa de especialistas em modelos preditivos da Iberinform a trabalhar no ajustamento dos modelos de avaliação de risco e no afinamento do resultado de cálculo no score e, indiretamente, nos limites de crédito, garantindo ao máximo o nível de capacidade preditiva do modelo, que, no atual contexto e mais do que nunca, se torna fundamental para gerir níveis de liquidez e de tesouraria das empresas.

Os modelos de avaliação de risco da Iberinform permitem uma atuação rápida nas adaptações das políticas de concessão de crédito, condições de pagamento, vendas ou compras em todos os agentes da cadeia de valor. Com estes indicadores, qualquer empresa ou entidade tem a oportunidade de analisar o potencial impacto nos seus negócios, conhecer e prevenir o risco que poderá advir das suas relações comerciais.

Os ajustes efetuados projetam o impacto de uma recessão na economia portuguesa e no comportamento dos negócios, tendo gerado mudanças nas avaliações em mais de 129 000 empresas. Segundo as estimativas da Iberinform, pelo menos 25% do tecido empresarial apresenta risco elevado de incumprimento e 44% risco médio. Apenas 31% da estrutura enfrenta o cenário atual com garantias e mantém valores que permitem considerar seu risco de crédito baixo.

Os setores ligados ao Turismo (Restauração e Alojamento), aos Serviços de Lazer, ao Comércio extra Alimentação, Higiene e Saúde, Imobiliário e Construção são os principais setores afetados pelo impacto económico do coronavírus, que registam 65% de empresas com alteração do nível de risco.

Os setores ligados à cadeia de valor da Alimentação (Agricultura, Indústria alimentar, Comércio alimentar), da Saúde e da Higiene são menos afetados, revelando que 80% mantiveram o nível de risco, tendo 43% mantido o seu nível de risco baixo.

 

 

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