Um aviário situado em Barcouço, no concelho da Mealhada, tem sido alvo do descontentamento por parte de alguns munícipes, onde se inclui o presidente da Junta, devido à má deposição dos resíduos, o que origina mau cheiro e, por vezes, surtos de moscas. Segundo o Diário de Coimbra conseguiu apurar, a proprietária do edifício terá sofrido, já esta semana, um auto de contraordenação pela infração, contudo, o problema poderá vir em breve a resolver-se com a saída do local da empresa que atualmente gere o aviário.

O tema não é novo. Já em setembro de 2019, o proprietário de um estabelecimento comercial em Barcouço lamentou, numa reunião pública do executivo camarário da Mealhada, o mau cheiro na localidade, bem como o surto de moscas, fatores que lhe condicionavam o negócio e que disse serem provenientes de dois pavilhões de um aviário. Nessa altura, o assunto foi também mote para a publicação de um vídeo na plataforma youtube, intitulado «Mau cheiro provocado por aviário em Barcouço está a deixar a vizinhança com nervos em franja», onde se lê que «a população desespera com mau cheiro de aviário» e que «há dias em que mesmo com portas e janelas fechadas dá para sentir o cheiro dentro de casa». «Como é possível que os responsáveis compactuem com esta vergonha?» e «que tipo de higiene terá este aviário?» são algumas das questões também levantadas no mesmo vídeo.

Agora, o assunto volta a público com uma preocupação manifestada por João Cidra Duarte, presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, que lamenta que «nos últimos dois, três meses, os resíduos das galinhas do aviário tenham voltado a ser colocados no exterior do edifício, num local totalmente a céu aberto». «Provoca mau cheiro e é uma atracão para as moscas», continua o autarca, que garante que entidades como a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro têm conhecimento da situação e «nada fazem».

Já esta semana, o Diário de Coimbra sabe que o aviário recebeu a visita de técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente e da Autoridade para os Recursos Hídricos, tendo, posteriormente, sido alvo de um auto de contraordenação por parte do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, pela forma como os resíduos são depositados.

Ao nosso jornal, Gil Florindo, da Marques Florindo Lda., a empresa que atualmente gere o aviário em Barcouço, explicou que «o estrume é tirado uma vez por semana» e que as fotografias ilustram um momento consequente ao período de chuva que se fez sentir recentemente. O empresário garantiu também que, no final do mês de maio, «o problema fica resolvido». «Vou me embora destas instalações que tantos problemas me têm causado», remata.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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