O transplante com células estaminais mesenquimais melhora a condição de doentes com pneumonia devido a infeção por COVID-19, revela um estudo realizado em Pequim entre 23 de janeiro e 16 de fevereiro de 2020. Neste estudo foram avaliados sete doentes que melhoraram a sua função pulmonar dois dias após a infusão.

Estes doentes foram seguidos nos 14 dias seguintes à infusão com as células estaminais e foi avaliado o seu estado clínico, níveis inflamatórios, resposta do sistema imunitário e eventos adversos. A análise dos resultados permitiu concluir que a utilização de células estaminais pode curar ou melhorar o estado clínico de doentes infetados com COVID-19 sem causar efeitos adversos. Três dos sete doentes tiveram alta 10 dias após infusão onde um deles se encontrava num estado de saúde particularmente grave.

Segundos os investigadores do estudo o nível dos linfócitos registou aumento, a Proteína C Reativa diminuiu e as citocinas de hiper-reação do sistema imunitário à infeção por Covid-19 desapareceram 3 a 6 dias após a infusão, concluindo-se que a transplantação intravenosa de células estaminais mesenquimais é um procedimento seguro e com resultados efetivos no tratamento de doentes com pneumonia.

João Sousa, Diretor de Qualidade da BebéVida, laboratório de criopreservação de células estaminais, explica que “o tecido do cordão umbilical é uma fonte especialmente rica em células estaminais mesenquimais e que podem ser recolhidas e armazenadas na altura do parto”. O especialista acrescenta que “numa altura de pandemia e sem tratamentos comprovadamente eficazes para o tratamento da Covid-19, as células estaminais podem ser uma solução a adotar, como se verificou neste estudo publicado na revista “Aging and Disease”, apesar de ser ainda necessário continuar a estudar esta possível solução terapêutica.

As células mesenquimais são células indiferenciadas com capacidade de autorrenovação e multiplicação e podem diferenciar-se noutras linhagens celulares.

É com estas células que dezenas de ensaios clínicos se encontram a decorrer nas mais diversas patologias. Prevê-se que sejam uma peça fundamental no tratamento de doenças do foro neurológico, cardíaco e noutras patologias tais como a diabetes.

 

 

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