As Caves São Domingos, em Anadia, realizaram, no passado mês de junho, uma atividade na vinha intitulada “A Desfolha das Videiras”, dando assim, a oportunidade aos participantes de conhecerem a origem dos espumantes e vinhos das Caves São Domingos.

A atividade começou logo pela manhã, nas Caves, com a apresentação “Intervenções em verde na vinha – A Desfolha”. Dali, os participantes, “de tesoura em punho”, dirigiram-se para o passeio vitícola com destino à Vinha das Andorinhas, uma área de sete hectares, situada na Pedreira de Vilarinho, na freguesia de Vilarinho do Bairro.

Os participantes – visitantes e clientes das referidas Caves situadas na Bairrada – estiveram ao lado dos funcionários colocando em prática os ensinamentos que foram aprendendo sobre a desfolha, “uma técnica ancestral que consiste na remoção das folhas da videira, de forma parcial ou total, habitualmente na face exposta ao sol da manhã, uma prática obrigatória nos mais de cem hectares de vinhos que fornecem uvas para as Caves  São Domingos”.

Diminuir custos, trabalhar para a qualidade da poda e reduzir o risco de doenças ou pragas são as principais razões para que seja levada a cabo a desfolha. “Estas ações são importantes para as pessoas sentirem o que nós fazemos durante todo o ano, percebendo, assim, que não é tão fácil como parece”, referiu César Almeida, técnico de viticultura nas referidas Caves.

“Aprender!”. É essencialmente isto que leva Odete de Matos a participar nestas ações. A proprietária da Garrafeira de Selas garante que “é muito importante saber como o vinho surge desde a videira até ser engarrafado”, enfatizando ainda que é essencial “perceber todo o processo”. “99% dos nossos clientes pede-nos opinião sobre os vinhos e isso leva-nos a procurar formação contínua”, explica.

De uma área diferente e sem qualquer relação vinícola, o «Bairrada Informação» falou com Ivone Almeida, oriunda do Porto, que “apesar de conhecer as Caves São Domingos”, esteve, pela primeira vez, numa vinha da empresa.

Ao nosso jornal, a educadora de infância confessou “não ter o hábito de beber vinho” e que foi a curiosidade “em saber mais das tradições e culturas da região” que a levou à Bairrada naquele sábado de junho. “Foi um dia bem passado e repleto de conhecimento”, elogiou.

A manhã terminou com uma sardinhada, onde não faltaram os vinhos São Domingos e o famoso e tradicional leitão da Bairrada.

 

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