“Nove dias de festa, partilha, convívio e bem-estar”. Foi, desta forma, que Teresa Cardoso, presidente da autarquia anadiense se referiu ao “Anadia Capital do Espumante – Feira da Vinha e do Vinho”, que começou na tarde do passado sábado e só termina no próximo domingo, dia 30 de junho.

Depois de José Cid, Sara Santini, do programa da TVI “Somos Portugal”, Amor Electro, “Os Quatro e Meia” e “Meninos da Sacristia com participação de Luís Portugal”, na noite de hoje, quarta-feira, será a vez da cabo-verdiana Mayra Andrade atuar no anfiteatro do Vale Santo. Nos dias seguintes, Aurea, David Carreira e Xutos e Pontapés preenchem o palco principal do “Anadia Capital do Espumante”.

A entrada no recinto tem um custo de dois euros por dia, sendo o último dia do certame gratuito. Nesse domingo, dia 30, o palco será de Xana Toc Toc durante a tarde e à noite dedicado às tradicionais Marchas Populares do concelho.

“É uma feira bela, rica e gustosa, onde iniciamos a nossa presença, que queremos que continue por alguns dos maiores eventos dos onze municípios da Comunidade Intermunicipal de Aveiro”, começou por dizer Ribau Esteves, presidente da CIRA, defendendo “a lógica de somar”. “Estamos perante a soma de onze municípios e isso cada vez é mais importante para os concidadãos”, acrescentou, desejando “uma feira com sucesso e muitos anos de vida”.

No seu discurso, Fernando Martins, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Centro, colocou a tónica no vinho, concretamente no espumante. “Este é um evento com dezasseis anos, importantíssimo para a região e produtores. É uma forma de dar notoriedade a um produto que por si já o tem e merece!”, acrescentou, desejando que o setor “melhore o desempenho e os rendimentos”.

Bernardo Gouveia, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, falou numa região que tem crescido nos últimos anos e que isso “muito se deve ao dinamismo dos produtores e viticultores”. “A região é vasta e não se reduz a uma pequena amostra. Aqui setenta por cento do espumante já é DOC, o que significa que é de origem certificada”, enfatizou, defendendo a preservação da cultura mediterrânica, que faz “parte da nossa história”.

O último discurso coube à presidente da Câmara de Anadia, que falou numa terra “deslumbrante e de paixões”. “Continuaremos a lutar por aquilo que melhor temos”, disse a autarca, referindo que a Feira do Vinho e da Vinha “faz jus aos vinhos e espumantes e a todos os produtos endógenos”.

E aproveitando a oportunidade e a presença do representante da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Teresa Cardoso alertou para a necessidade “da recuperação do edifício da Estação Vitivinícola em Anadia e de toda a sua envolvente”. Para além disso, garante, é também necessário apoio “ao reforço humano e técnico com inovação e conhecimento científico que se impõe ao setor”.

 

“Cidadãos estão contentes com esta nova organização”

Imagem capturada na noite de 25 de junho de 2019 à porta do “Wine Bar”

Ontem, aquando da Assembleia Municipal de Anadia, José Manuel Carvalho, deputado eleito pelo Movimento Independente Anadia Primeiro, elogiou o novo “layout” do certame, cuja estrutura diz “estar mais bem organizada”. “A Feira está atingir a sua maturidade e os cidadãos estão contentes com esta nova organização”, acrescentou.

Em resposta, Teresa Cardoso afirmou que a Câmara “tem obrigação de continuar a inovar”. “Mesmo sendo um espaço limitado, está mais organizado”, rematou.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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