Na noite da passada sexta-feira, dia 21 de junho, os alunos do primeiro ano de Design Gráfico da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, da Mealhada, organizaram um sunset solidário a favor das vítimas das cheias de Moçambique, em parceria com a Organização Não Governamental Associação HELPO. A atividade, onde estiveram cento e quarenta participantes, contou com música, uma zona de “street food” e exposições que alertam e contextualizam a importância do mar enquanto meio de circulação de pessoas e de ideias. A entrada foi gratuita, apelando a organização para a entrega de um manual escolar ou livro infantil a reverter a favor das crianças de São Tomé e Príncipe.

 

Apresentação do projeto pela turma de Design Gráfico do 1.º ano

O tema do Projeto, as Aventuras e Desventuras da Nossa História – Água foi tratado a partir da reflexão sobre a importância da água enquanto veículo de circulação de povos, bens e ideias e de que forma isto influência a nossa identidade, o que fomos, o que somos, o que seremos, onde vivemos e nosso futuro.

O mar Mediterrâneo, as redes viárias, possibilitaram a circulação e migração de pessoas, o intercâmbio económico e cultural, a difusão da arte clássica, românica e gótica pela Europa assim como a difusão do cristianismo. Tudo isto conferem-lhe, na diversidade, alguma homogeneidade que ainda hoje é patente por exemplo em Portugal.

Mas, numa Europa em construção/desagregação, que podem ver no friso,  há uma identidade construída no período que estudámos, que remonta à influência da cultura clássica, ao nível da democracia, da filosofia, do direito, da cidadania e a influência da cristandade

Hoje vivemos num mar fechado, que é um cemitério de pessoas e de lixo.

A Europa da livre circulação dá lugar à Europa das fronteiras e dos muros, impedindo a permanência e a circulação dos migrantes Muçulmanos, que são olhados como inimigos e terroristas. Temos presente neste projeto um exemplo de convivência entre comunidades diferentes.

Coimbra, situava-se no cruzamento de duas importantes vias, a fluvial e a terrestre, sendo de uma área de transição, fronteira entre o mundo cristão e o mundo muçulmano que conviviam e influenciavam-se mutuamente.

Deste intercâmbio temos o criptopórtico romano, a Alcáçova (conjunto palaciano) base do Universidade e a Sé Velha entre outros exemplos. A Sé Velha, que fizemos uma maquete, ocupa o espaço da mesquita, os capiteis são decorados segundo a influência muçulmana (elementos vegetalistas e geométricos), os azulejos são de influência árabe, a planta latina é de influência romana e o arquiteto é francês.

Como será o futuro? E as cidades do futuro? Não sabemos, mas podem visualizar o nosso vídeo e conhecer a nossa ideia sobre as cidades do futuro.

Esperamos que ao interrogar-nos qual a nossa herança reconhecemos que somos de todos e de ninguém, que da língua, à numeração, da arte às ideias, da agricultura, à técnica e alimentação, nós (portugueses) resultarmos da aculturação de diferentes povos e culturas que habitaram a Península.

 

Galeria de fotografias, de JOSÉ MOURA, em https://www.facebook.com/bairradainformacao/