Quase a cumprir dois anos do seu segundo mandato, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, prepara-se para dar início, nos próximos meses, a uma panóplia de obras. Ao «Bairrada Informação», o autarca falou das mais relevantes, confessando que, na sua opinião, “os mealhadenses devem orgulhar-se de viverem num local reconhecido, por boas razões, nacional e internacionalmente”, destacando as “boas infraestruturas e um bom apoio social”.

A conversa começa com a Piscina Municipal da Mealhada, uma infraestrutura que dá resposta a utilizadores concelhios, mas também de outros locais limítrofes. “Hoje é possível ter equipamentos mais eficientes no domínio do aquecimento de água e do controlo da humidade do ambiente e é isso que vamos fazer, para além de melhorar as caixilharias e os vidros”, começou por explicar Rui Marqueiro, falando num “restyling” da Piscina, cujo projeto diz estar “praticamente pronto”. “Aguardamos um ou outro parecer para avançarmos com o concurso público que arranca este ano, sendo certo que só isso demorará cerca de seis meses”, acrescentou.

As obras, estimadas em cerca de um milhão de euros, poderão vir a usufruir de um apoio financeiro, estando em apreciação uma candidatura submetida pelo Município. A empreitada “obrigará” a que a Piscina fique um período encerrada. “Teremos que ver com os serviços o que será fechado e o que eventualmente pode permanecer aberto”, referiu ainda o autarca.

Em curso está também uma candidatura para apreciação do POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), que o presidente da Câmara da Mealhada apelida de “difícil” e que se prende com a remodelação das redes de abastecimento de água,  que “estão velhas e levam a que o pessoal (municipal) esteja sempre a ser chamado para recompor ruturas em algumas freguesias do concelho”. “É uma obra muito importante que melhorará as redes e sua qualificação, uma vez que será mais inteligente, com zonas de mediação e controlo”, explica.

Um dos maiores investimentos está previsto ser o da empreitada do edifício municipal e do Plano de Acção de Regeneração Urbana (PARU) na Mealhada. “São absolutamente estruturantes e representam um investimento na ordem dos dez milhões de euros”, afiança Rui Marqueiro, que avança que só para um novo edifício municipal o orçamento ronda, para já, os cinco milhões de euros.

Com projetos novos e em vias de serem lançados a concurso estão as intervenções  no Bairro Social da Póvoa da Mealhada, cuja candidatura já foi aprovada; e nos regadios; assim como a construção de um Centro de Recolha Oficial para animais. Três obras que contabilizam um total que ronda um milhão de euros.

Acerca do Cinema no Luso, o autarca garante que “o projeto de execução está praticamente pronto” e a obra será lançada “mais mês, menos mês”, lamentando que “mais atrasado” esteja o Chalet Suisso (Pampilhosa). “Temos o programa preliminar, mas não temos ainda projeto. Esperamos poder intervir até ao final do ano”, afirma.

O Município da Mealhada tem ainda um projeto para melhoramento da recolha de resíduos sólidos urbanos. A candidatura, em cerca de novecentos mil euros já foi aprovada, e, por isso, as intervenções neste campo envolverão uma componente municipal de apenas cento e oitenta mil euros.

 

18 mil pessoas usufruirão da nova ETAR da Mealhada

Uma das empreitadas, em curso, a que Rui Marqueiro atribui elevado grau de importância é a da nova ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Mealhada. “Uma obra nova, tecnologicamente avançada, que vai garantir captar as chamadas ‘águas negras’, com um tratamento mais completo do que aquele que tinha antes, em defesa do ambiente”, explica o autarca.

Cerca de dezoito mil pessoas irão usufruir, dentro de poucos meses, do tratamento de águas residuais da nova ETAR da Mealhada, cuja localização (na zona Norte da cidade) foi aconselhada depois de terem sido feitos estudos técnicos. “Podia ter sido feita em qualquer outro lugar ao longo do rio Cértima, mas foi aqui que recaiu a escolha como sendo o melhor local”, acrescentou ainda o autarca, sobre uma empreitada próxima dos três milhões de euros.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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