“Por tudo o que é mais sagrado” é o enredo da escola de samba Sócios da Mangueira, oriunda da Póvoa da Mealhada. Em corso estarão mais de cento e setenta desfilantes.

“Vamos abordar dez religiões, das maiores massas até às mais nativas”, começou por dizer Inês Machado, carnavalesca da escola pelo terceiro ano consecutivo, explicando que “há uma religião que abrange mais do que uma ala”, mas que a norma é “uma religião por ala”.

Num Carnaval em que a escola acaba de comemorar os seus quarenta anos (7 de dezembro), haverá uma “surpresa em desfile”. “Decidimos homenagear todos aqueles que fizeram parte da nossa história desde a sua fundação até ao momento”, referiu Inês Machado, adiantando que “é um trabalho diferente, com uma diversidade imensa e fora da caixa”.

Juvenal Santos, presidente da direção da escola, vai mais longe e garante que “vão acontecer coisas em desfile nunca ocorridos na história dos Sócios da Mangueira”. “Estou convencido que vamos conseguir trazer magia para a avenida com o tema que temos”, acrescentou.

E, por isso, na hora de apelar à visitação do público, Inês Machado garante que vir “ao Carnaval da Mealhada é uma aposta ganha e um espetáculo como não há igual”.

A Mangueira passou de cento e trinta e oito desfilantes, em 2018, para mais de cento e setenta este ano. “As coisas são feitas e trabalhadas para cada vez termos mais sangue novo”, afiança a carnavalesca, satisfeita pela a adesão à escola ser de uma faixa etária “cada vez mais baixa”, o que garante a continuidade do trabalho da coletividade.

 

MSL