O Diário de Coimbra escreve, na sua edição desta quarta-feira, 5 de dezembro 2018, que o “Hospital Misericórdia da Mealhada (HMM) se viu ‘obrigado’ a cancelar as cirurgias previstas no âmbito da Consulta a Tempo e Horas (CTH), bem como a deixar pendentes mais de duas mil consultas que estão por agendar. Uma decisão que surge depois das tentativas do Hospital em obter ‘luz verde’, por parte da Administração Regional de Saúde do Centro, para que o acordo prossiga em 2019, ‘contrato’ que no presente ano esgotou em sete meses o plafond estipulado, de setecentos e cinquenta mil euros, e que ainda nem foi formalizado. Uma situação que João Peres, provedor da Misericórdia da Mealhada, diz ser ‘preocupante’ para os utentes, que ‘para além de se queixarem à instituição, estão cansadas deste impasse’”.

Ao provedor da Misericórdia da Mealhada o que mais preocupa, lê-se no mesmo artigo, “é o facto de toda esta situação ‘ter obrigado o Hospital a cancelar trinta cirurgias previstas para o atual mês de dezembro, deixando a população sem entender o que se passa e a culpar a nossa instituição por isso”. “E nós, efetivamente, não temos culpa nenhuma. Temos os meios e a disponibilidade, só não temos a autorização para as fazer”, lamentou, acrescentando que “por falta de respostas”, o Hospital também “não consegue prestar informações concretas aos seus utentes”.

E às cirurgias canceladas, juntam-se “2080 consultas e 295 propostas cirúrgicas por agendar; 648 pedidos referenciados por triar; e ainda 389 pedidos que tivemos que devolver aos Centros de Saúde, para que os médicos arranjem outras soluções para os seus utentes” (dados disponibilizados no trabalho apresentado hoje na edição impressa do Diário de Coimbra).

 

Texto adaptado por Mónica Sofia Lopes

Imagem de José Moura