O representante da Câmara da Mealhada na ERSUC deverá ser “chamado” a uma próxima sessão do executivo mealhadense, a fim de lhe serem pedidos esclarecimentos acerca do contrato recente, de três anos, no valor de setecentos e sessenta e cinco mil euros, entre a Câmara de Mira e a empresa SUMA para a recolha de resíduos urbanos, findando assim o atual com a ERSUC. Em declarações ao Diário de Coimbra, o presidente da Câmara de Mira admitiu ir passar “a pagar menos vinte e cinco por cento por cada tonelada de resíduos urbanos recolhidos”. Uma informação questionada por Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, na última reunião.

A Câmara da Mealhada tem, desde 2014, uma participação de quase onze por cento na ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro, e isso levou a que Hugo Silva questionasse “o ponto de situação do atual contrato da Autarquia com a empresa”, depois da saída do Município de Mira, também ele acionista. O vereador sugeriu que José Calhoa, representante da Mealhada na ERSUC, fosse a uma próxima reunião para prestar algumas informações sobre o assunto.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, disse “não ter informação sobre a situação”, acrescentando, contudo, que essa situação “seria tratar de maneira desigual os municípios”, no que toca à redução de vinte e cinco por cento por cada tonelada de resíduos urbanos recolhidos, até porque, relembra, “a SUMA também é acionista da ERSUC”. “Não me parece que isso possa acontecer…”, declarou.

Hugo Silva enfatizou os números divulgados apelidando-os “de muito expressivos”, declarando ainda que a situação remete “para uma lógica de competição entre as empresas da Mota Engi”», sendo esta e a Urbaser as principais acionistas da SUMA.

Rui Marqueiro informou ir pedir a José Calhoa que esteja presente numa próxima reunião, possivelmente já na do dia 17 de dezembro.

Na mesma sessão, Rui Marqueiro referiu que a auditoria às contas da Associação de Carnaval da Bairrada “ainda não está terminada”, devendo, contudo, “estar praticamente feita”. O edil explicou ainda que o revisor de contas foi obrigado a ausentar-se, repentinamente, por motivos de doenças, tendo por isso havido uma pausa no processo.

As informações surgiram depois de Hugo Silva questionar o valor de vinte e quatro mil euros destinado à ACB e patente na “revisão orçamental” em análise na reunião. A chefe de divisão do setor explicou que o valor, mesmo não se sabendo se será ou não entregue, tem que estar previsto nas contas.

 

Mónica Sofia Lopes