No concelho da Mealhada, a passagem da tempestade Leslie causou prejuízos que rondam um milhão de euros. Pelo menos é este o balanço preliminar que a Câmara Municipal faz, apesar da autarquia continuar no terreno a proceder ao levantamento de todos os danos e a reportar às instâncias competentes. De fora deste número, ficam os prejuízos na Mata Nacional do Bussaco que, conforme noticiámos na semana passada, atingem, para já, um valor de cerca de 400 mil euros*.

“Estamos a avaliar todos os casos que nos chegaram do ponto de vista dos estragos e a ajudar a fazer o levantamento de outros”, declarou, em reunião ordinária da Câmara, que se realizou na manhã de ontem (dia 22 de outubro), Rui Marqueiro, presidente da autarquia, adiantando que “esta tarde (ontem) haverá uma reunião muito importante na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, sobre este tema, e onde estará a vereadora Arminda Martins”.

O autarca referiu ainda existirem “dois casos em que a Câmara ajudou”, por serem prioritários e de âmbito da Ação Social, onde, num deles, “estava em causa o telhado de uma habitação, por exemplo”.

Rui Marqueiro referiu ainda que “neste momento, se nota um certo receio em que haja duplicações de apoios e/ou situações indevidas”, relembrando que “a maior parte das pessoas têm apólice pela compra das casas onde vivem”.

Para já, e segundo o edil, o Município contabiliza danos no valor de um milhão de euros: “Em infraestruturas municipais cerca de 350 mil euros; em atividades económicas duzentos e setenta e cinco mil euros; mais de duzentos mil euros em casas particulares (para já há reporte de cento e sessenta e sete habitações, um número em constante atualização); e há também danos em infraestruturas desportivas”.

Arminda Martins focou também a plataforma da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro que foi criada. “Estamos ajudar no seu preenchimento, designando o tipo de produtos, o número de postos de trabalho, etc. Há situações em que não foi a infraestrutura em si, mas os bens que lá tinham, no caso de estufas, por exemplo”, explicou.

O assunto foi levantado depois da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” ter remetido à Câmara uma proposta “para que seja criado no Município um mecanismo de apoio financeiro a todos os lesados: famílias, empresas e organizações, no valor de trezentos mil euros”.

Sobre isto, Rui Marqueiro disse que “por agora há um apoio do Estado”, não fazendo sentido que seja criado “um municipal”.

Hugo Silva, da coligação, pediu ainda “para ter acesso a toda informação, de forma a perceber o impacto real da tempestade no município”.

 

Mónica Sofia Lopes

 

*Leia em https://www.bairradainformacao.pt/2018/10/17/devastacao-no-bussaco-nao-compromete-candidatura-a-patrimonio-da-unesco/