O ano letivo 2018 – 2019 começou na Escola Secundária da Mealhada com obras de beneficiação a decorrerem no edifício. Com início em maio passado, o prazo para conclusão das intervenções é de seis meses, estando previsto que terminem no próximo mês de novembro. O assunto foi focado na última sessão da Assembleia Municipal da Mealhada, que se realizou na noite de 28 de setembro.

O pontapé de saída para as obras de requalificação na Secundária da Mealhada, um edifício com mais de meio século, foi dado no passado mês de maio. Uma obra no valor de cerca de oitocentos mil euros e que é liderada pelo Município através do contrato interadministrativo de transferência de competências assinado com o Governo.

No passado dia 28 de setembro, foi Ana Luzia Cruz, do Bloco de Esquerda, quem focou o assunto, garantindo que “até ao dia de hoje só lá andam dois trabalhadores”. “A empresa não sabe os danos colaterais que está a fazer na vida de quem lá trabalha”, referiu a deputada municipal, acrescentando ser mais difícil “por causa das cinco turmas que passaram, por uma questão de segurança, da Secundária para a Escola Básica 2,3”.

“Estamos a passar o problema também para a escola de cima (EB2,3). As horas de almoço são complicadas e às vezes nem há computadores para todos”, referiu ainda, questionando “se o prazo para término da obra vai ser cumprido”.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, referiu que “o empreiteiro tem um prazo para terminar a obra”, acrescentando que a autarquia que dirige “tem fama de que quando os prazos não são cumpridos, as sanções são também acionadas”. O edil relembrou, contudo, ser “impossível fazer obras sem consequências para a comunidade”.

Uma ideia enfatizada por Fernando Trindade, presidente do Agrupamento de Escolas da Mealhada, aquando da assinatura de adjudicação da obra, a 9 de maio. “Sabemos que não vamos ter aulas sempre dentro da normalidade, mas vamos minimizar e cooperar com a empresa construtora”, disse, na altura.

Os trabalhos em curso incidem sobre as casas de banho, receção, escadas interiores e envidraçados. Será instalado um elevador e colocadas proteções ao frio e calor de forma a protegerem-se as salas de aula da escola. Será ainda requalificado o sótão, que será transformado em espaço utilizável, e o balneário (interior e exterior), bem como o seu acesso.

As zonas de obra estão “devidamente isoladas, para salvaguardar quer as questões de funcionalidade da escola, quer as questões de segurança de toda a comunidade educativa”, lê-se num comunicado de imprensa da autarquia mealhadense enviado às redações uns dias antes das aulas terem início.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias no corpo do texto de JOSÉ MOURA