Foi há precisamente sessenta e nove anos que a Banda de Música de Anadia foi criada. Uma associação, sem fins lucrativos, que a partir de 2013 ficou inativa. Esta quarta-feira, 3 de outubro, dar-se-á o seu “renascer” com um jantar convívio no Museu do Vinho da Bairrada, pelas “mãos” de uma nova direção, presidida por Adriano Aires.

“Não percebo nada de música, mas tenho sensibilidade social e cultural. Para além disso entendo que todas as pessoas devem ter acesso aos meios, sem qualquer tipo de discriminação”, começou por nos dizer Adriano Aires, apelidando as bandas de música, “do antigamente”, de serem autênticas “conservatórias do povo na aprendizagem de música”.

Com o decair da banda, totalmente em 2013, aliado à insistência por parte de muitas pessoas para “pegar” na associação, bem como pelo facto de um ex-aluno da escola ter sido o Maestro da Banda, Adriano Aires, e uma equipa de mais quatro elementos – Artur Castro, Pedro Dias, Fernando Fernandes (músico) e André Dimas (Maestro) -, “abraçaram” o projeto, desde o passado mês de julho.

Com o património financeiro “a zero”, o presidente da direção garante que “têm o principal: património instrumental (guardado no Centro Cultural de Anadia) e também o pessoal, onde alguns dos músicos (cerca de duas dezenas) estão dispostos a serem o núcleo duro”.

E projetos não faltam. “Queremos criar uma escola de dança e uma escola de música de aprendizagem de vários instrumentos: sopro, percussão, cordas,…”, explicou, ao nosso jornal, Adriano Aires, acrescentando que “neste início de ano letivo, o papel das escolas na divulgação da associação vai ser fundamental”.

Projetos de tal modo “trabalhados”, que a direção quer proceder à alteração dos estatutos, onde se inclui, posteriormente, o nome da agregação, que tudo indica que possa vir a ser Associação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura. Uma modificação votada no próximo dia 19 de outubro, em reunião de assembleia-geral, que decorrerá, pelas 20h 30m, na Escola Profissional de Anadia.

Mas hoje o dia é de festa com o “Renascer (da) Banda (de) Música de Anadia”, criada a 3 de outubro de 1949. “Durante o dia haverá ‘flash mob’ em quatro locais distintos da cidade e, à noite, decorrerá um jantar com os elementos dos órgãos sociais e representantes de entidades políticas e culturais, que nos ajudarão a construir este projeto que pretendemos que seja transmunicipal”, concluiu ainda o dirigente.

A primeira grande prova da “renascida” Banda está programada para o próximo dia 22 de dezembro, aquando de um concerto de Natal.

 

Mónica Sofia Lopes