Já foi há uma semana que, em assembleia de credores, a representante da Sociedade das Águas da Curia, em Anadia, disse que a estância termal pode estar em risco caso os credores decidam avançar com a liquidação da empresa. O tema foi, na manhã de dia 22 de março, levantado por José Manuel Ribeiro, vereador eleito pelo Partido Social Democrata, na reunião pública da Câmara de Anadia, que garante que “há milhões de euros aprovados, por fundos comunitários, para as Termas que se podem perder com toda esta situação”.
“Depois de estar em cima da mesa a possível insolvência da empresa foi sugerido que esta apresente um projeto de viabilidade (no prazo de dois meses). Sabemos que o alvará de exploração das Águas não é transmissível. E, por isso, eu pergunto como é que as Termas vão funcionar se o património for dividido”, começou por questionar José Manuel Ribeiro, dirigindo-se a Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia.
Para o vereador a situação “pode colocar em causa o investimento que a Câmara tem feito na Curia, nos últimos anos” e, por isso, quis saber: “Que diligências tem feito a autarquia? Que tipo de acompanhamento?”.
“Se o problema da empresa é falta de capital, acho que a Câmara Municipal podia ser um ‘stakeholder’ perante empresas que pegassem no negócio”, continuou o vereador, que diz não querer “ouvir daqui a uns tempos que as Termas da Curia encerrara
m”.
José Manuel Ribeiro relembrou ainda que há uma candidatura, feita pela Associação das Termas de Portugal, ao PROVER – Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (do Centro 2020), aprovada, no valor de mais de sete milhões de euros para a Curia. “Estamos a falar de cinco milhões de euros para remodelação e ampliação do antigo balneário das Termas da Curia; de 1,5 milhões de euros para o parque das Termas da Curia; e ainda o restante para um estudo científico do benefício da água termal”, disse ainda o vereador, alertando que “este valor está em risco de se perder, uma vez que a Sociedade das Águas da Curia nem a renda tem pago”.
Teresa Cardoso garantiu “estar a acompanhar a situação” e que a advogada da autarquia esteve presente na assembleia de credores, que se realizou no Tribunal de Anadia. “Existe a probabilidade e possibilidade de se encontrar investidores”, disse a edil, garantindo que “a primeira preocupação é a de não se encerrar nem as Termas, nem o Grande Hotel”. “A Sociedade das Águas da Curia solicitou uma prorrogação do prazo para apresentação de um projeto de viabilidade e foram-lhe concedidos mais sessenta dias, temos que aguardar”, concluiu ainda a autarca.























