Um homem, de oitenta e nove anos, ficou desalojado após um incêndio na sua habitação, situada na Mata da Curia, concelho de Anadia, que decorreu na madrugada do dia 31 de janeiro. Para além do proprietário da casa, também dois bombeiros tiveram que receber tratamento hospitalar por inalação de fumo.
O alerta foi dado para a corporação dos bombeiros Voluntários de Anadia eram 1h 38m e foram necessárias dez viaturas – sete da corporação de Anadia, uma viatura de Suporte Básico de Vida, uma ambulância de socorro do corpo de Bombeiros da Mealhada e uma viatura da Guarda Nacional Republicana -, num total de vinte e cinco operacionais.
“Os acessos à edificação eram difíceis dado que a frente da edificação era confinante com a via pública, ao nível do rés do chão, e o incêndio propagou-se para a parte posterior da habitação, concretamente, na zona da cave e do logradouro. A grande dificuldade, das equipas de primeira intervenção, foi localizar o foco de incêndio”, começou por explicar, ao «Bairrada Informação», Ana Matias, comandante dos Bombeiros de Anadia.
Mesmo assim, “o trabalho dos operacionais permitiu que a habitação não fosse consumida pelas chamas, cingindo-se os danos do incêndio às divisões da parte posterior da habitação”, continuou Ana Matias.
Propriedade tinha materiais que levaram a uma excessiva carga térmica
O problema maior, e segundo a comandante, prendeu-se com o facto “de o logradouro posterior estar repleto de materiais e equipamentos, tais como, pneus, garrafas de gás, líquidos inflamáveis, vários componentes elétricos e eletrónicos, entre muitos outros vários desperdícios”. Carga que “originou um ambiente com muita temperatura, fumo e com um grau de toxicidade elevado”, o que dificultou o trabalho aos operacionais,e que leva, agora, a comandante dos Bombeiros de Anadia a fazer um apelo: “Efetivamente deve ser acautelado o depósito e acumulação de material nas habitações. A generalidade das habitações não está preparada, nem foi projetada para suportar esta carga térmica e por isso coloca em risco as edificações adjacentes e a segurança dos bombeiros nas operações de combate”.
Bombeiros receberam tratamento hospitalar “por inalação de fumo”
Os trabalhos só terminaram cerca das 5 horas, tendo “a habitação ficado sem condições de habitabilidade”. “Verificaram-se ainda danos colaterais na habitação vizinha”, segundo Ana Matias, resultado “da elevada temperatura e do muito fumo que se fez sentir”.
O proprietário da habitação, de oitenta e nove anos, ficou com ferimentos ligeiros, tendo sido transportado para o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra. “A família mais próxima estava no local e deverá garantir o alojamento, depois da sua alta”, enfatizou a comandante dos Bombeiros de Anadia.
Foram ainda transportados, para o Hospital de Águeda, dois bombeiros, por inalação de fumo, que tiveram alta poucas horas depois.
Segundo conseguimos apurar, os técnicos da Câmara Municipal de Anadia estiveram junto da habitação danificada, durante o dia 31 de janeiro, para avaliação do local.























