Quem reside na Mealhada e trabalha em Coimbra, ou vice-versa, já sabe que a 5 e 19 de cada mês, tem que guardar uns minutos extra para estar parado no trânsito em Santa Luzia. Tudo por causa da feira da localidade, na freguesia de Barcouço, que tem dezenas de barracas espalhadas junto à Estrada Nacional 1 e que atrai muita população àquele local.
“O trânsito é o mesmo dos outros dias, existe é uma acumulação porque as pessoas insistem em atravessar a estrada em locais que não o deveriam fazer e o mesmo acontece nos estacionamentos, em que os carros ficam em qualquer lugar. Claro que o trajeto fica condicionado e um percurso que se faz em dez minutos entre o Carqueijo e Sargento Mor, naqueles dois dias demora o dobro. Prefiro pagar setenta cêntimos e ir pela Autoestrada”, disse, ao «Bairrada Informação», Raquel Abrantes, residente em Sernadelo e que passa naquela estrada, diariamente, rumo ao seu local de trabalho em Coimbra.
Gonçalo Costa, residente na Pampilhosa, partilha da mesma opinião e aproveita a oportunidade para fazer uma sugestão. “Sou a favor da deslocalização da feira para um local que seja digno de feirantes e clientes e que não coloque em causa a circulação automóvel numa via tão frequentada e importante como é o Itinerário Complementar 2. É sempre constrangedor passar por aquela zona nos dias de feira. Tenho de sair mais cedo de casa, pois já que sei vou demorar mais uns minutos, muitas vezes mais de quarto de hora”, disse o municípe, que frequenta a via, praticamente todos os dias, para ir trabalhar.
O assunto foi “discutido” na reunião do executivo Câmara da Mealhada, que se realizou no passado dia 19 de dezembro. “A Câmara deveria ter um terreno próprio como acontece, por exemplo, no Travasso (freguesia da Vacariça). Dizer que os vendedores perdem em sair da berma da estrada não faz sentido, assim como também não faz sentido, realizar-se uma feira quase em cima de uma Estrada Nacional”, declarou João Seabra, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”.
José Calhoa, vereador na Câmara da Mealhada, em resposta, garantiu: “Já houve um Movimento para se alterar o local da feira, mas foi boicotado. Os vendedores chegam ali, instalam-se e não há quem os tire”.
A Feira, que se realiza nos dois lados da estrada, pertence a vias públicas dos concelhos de Mealhada e Coimbra. “A Câmara de Coimbra tem um terreno baldio na estrada que liga o Carqueijo à Pampilhosa e já o cedeu, mas apenas um feirante foi para lá”, explicou José Calhoa.
Motivo que apreende Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, “na hora de pensar em fazer uma instalação para a Feira”, no entanto, deixou em aberto “fazer um convite à vereação da Câmara de Coimbra para o assunto ser discutido”.
“De preferência que venham cá num dia de Feira”, sugeriu ainda Gonçalo Louzada, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”.























