Este sábado, dia 29 de novembro, a Confraria dos Enófilos da Bairrada realiza o seu XLVII Capítulo, que terá lugar no Hotel Palace do Bussaco, pelas 18h30, e “um dos Grandes Mestres dos espumantes portugueses será homenageado”.
“Para muitos dos apreciadores de espumantes exigentes e de classe, Orlando Lourenço é um dos grandes mestres responsável pela notoriedade atual dos efervescentes portugueses. Os espumantes portugueses devem-lhe muito, porque foi com o seu talento e mestria que, pela primeira vez, saíram do obscurantismo e foram colocados num patamar de qualidade e preço ao nível dos melhores vinhos brancos e tintos nacionais, tendo contribuído de modo indelével para a criação de uma cultura de espumante em Portugal”, lê-se numa publicação da Confraria dos Enófilos da Bairrada.
Nascido em 1950, numa Quinta em Lamego, Orlando Lourenço viveu parte da sua vida rodeado de vinhas e, desde tenra idade, que acompanhava o pai nas lides do campo e produção de uva e vinho base para espumantes, sob a supervisão da Raposeira A sua mãe era, à data, funcionária da empresa. A Murganheira tinha sede ali ao seu lado. O convívio próximo com aquelas duas empresas não o faria imaginar que, um dia mais tarde, as viria a adquirir. Em 1987, adquire a Murganheira e, o primeiro passo, foi aprender juntos dos melhores as técnicas para produção de espumantes de qualidade. Vários anos em Champagne proporcionaram-lhe as bases e os princípios de excelência pelos quais se rege, nunca abandonando o Método Clássico, antes valorizando-o. Adquirindo a raposeira em 2002, revolucionou, em escala, os vinhos e as mentalidades.
“Se, hoje, o espumante está profundamente enraizado na cultura de consumo nacional, tornando-se uma bebida que se generalizou para além dos momentos festivos, a ele muito se deve”, remata a mesma publicação.
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