Meio milhar de sambistas oriundos das escolas que desfilam no Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada e de outros pontos do país atuam na noite deste sábado, 13 de setembro, no palco da Cidade do Samba, na Quinta do Murtal, na Mealhada. O certame, que na noite de ontem contou com espetáculos de comédia – com artistas nacionais – e do mealhadense Xandinho, abre portas este sábado, às 15h00, para a «Vila Mirim», para uma tarde dedicada aos mais novos. O evento, que sofreu um interregno em 2024, é de entrada livre.
Depois do «Samba Comedy» com Miguel 7 Estacas e a participação de Catarina Matos e Rita Leitão, Xandinho e Mr White, na noite de ontem; hoje o dia começa, a partir das 15h00 (até às 17h00), com a «Vila Mirim», um espaço de «workshops» dedicado às crianças e aberto a toda a comunidade. Segue-se a receção das escolas de samba que participam no festival, estando prevista uma mega bateria. «No fundo um ensaio geral que terá como mestre de bateria o Chuvisco, da escola Estácio de Sá (do Rio de Janeiro)», explica Victor Ferreira, presidente da direção da Associação do Carnaval da Bairrada.
Pelas 18h30 decorrerá um momento de «Samba à Gomes de Sá» e, às 22h00, terá início o ponto auge do evento com a atuação das escolas de samba – Amigos da Tijuca, Batuque, Real Imperatriz e Sócios da Mangueira (Mealhada); Costa de Prata (Ovar), Trepa de Estarreja, Vai Quem Quer (Estarreja), Rainha (Figueira da Foz) e Charanguinha (Ovar) – que trarão a palco cerca de 500 sambistas. A noite termina com a atuação de Nuno Bastos.
O evento tem a particularidade de ter trazido quatro artistas oriundos de escolas do Brasil – nomeadamente, Imperatriz Leopoldinense, Estácio de Sá e Salgueiro – que, durante a manhã, darão «workshops» no Pavilhão de Luso, depois de ontem terem feito um espetáculo conjunto no palco da «Cidade do Samba». «O evento é de entrada gratuita e as nossas expectativas estão altas. Contamos ter cerca de duas mil pessoas por noite», referiu, ao início da noite de ontem, o presidente da direção da ACB.
A Quinta do Murtal, na cidade da Mealhada, recebe este festival pela primeira vez e as escolas aplaudem a escolha. «O espaço, agora com tudo montado, está fantástico e não tenho dúvidas de que será uma aposta ganha», enaltece Pedro Castela, presidente da direção dos Sócios da Mangueira, que é corroborado por Margarida Oliveira, dirigente da Real Imperatriz, que, ao nosso jornal, afirma que «o local é muito mais acolhedor e, por ser vedado, proporciona excelentes condições logísticas». «O evento é de entrada gratuita e o tempo parece que vai colaborar, portanto, as expectativas estão altas para aquele que é na verdade o arranque do Carnaval de 2026», acrescenta.
Opinião idêntica tem Carlos João, eleito presidente da direção do Batuque no passado mês de junho: «Para a nossa escola, este é o sítio ideal para um evento desta natureza. Estamos muito motivados e ansiosos». Já Patrícia Pinto, dirigente dos Amigos da Tijuca, congratula «o palco extraordinário que o evento nesta edição, que contempla ainda duas grandes tendas de apoio às escolas de samba».
Ao nível do espetáculo desta noite, Patrícia Pinto promete «o maior que a escola já fez, com muitos efeitos surpresa e músicas ambiciosas». «Teremos ainda a estreia de Tomás Brás como mestre-sala e de Biana Santos como rainha da bateria e divulgaremos o nosso enredo para o Carnaval de 2026», acrescenta. «Enquanto escola estamos a dar tudo para este grande evento. Os associados estão unidos, a sede está sempre em movimento e queremos honrar a história do Batuque, uma escola com 40 anos e que foi precisamente a fundadora do Festival de Samba há muitos anos», declarou Carlos João.
«Um espetáculo com surpresas», «coreografias e fatos novos» são ainda a garantia dos Sócios da Mangueira e da Real Imperatriz.
Marta Silva é vencedora do logótipo da t-shirt solidária
Nos últimos meses, a Associação do Carnaval da Bairrada levou a cabo um concurso para o logótipo de uma t-shirt solidária, cuja metade das receitas reverterá a favor do Centro de Santo Amaro (Casal Comba) da APPACDM de Anadia. Marta Silva, de Anadia, foi a criadora do logótipo vencedor, num concurso que contou com quatro participantes.
A t-shirt solidária estará à venda no stand da ACB, durante o evento. «É uma instituição que acarinhamos e temos muito orgulho que desfilem no nosso Carnaval, tendo sempre uma ala garantida na escola Real Imperatriz. Esta participação acontece há muitos anos e somos muito elogiados por isso em outros carnavais», referiu Victor Ferreira, presidente da direção da ACB.
Mónica Sofia Lopes


























