Cerca de uma centena de alunos(as) iniciam esta terça-feira, dia 2 de setembro, o ano letivo de 2025/2026 na Universidade Sénior da CADES – Cooperação Artística, Desportiva, Educativa e Social – associação que hoje comemora 16 anos -, da Mealhada. Ontem, a comunidade educativa foi recebida numa cerimónia de abertura, na vila de Luso (um dos polos desta Universidade), com a palestra «A Importância das Universidades Seniores na Comunidade Local», que contou com Margarida Pedroso de Lima, doutorada em Psicologia do Desenvolvimento, mestre em Ciências da Educação e licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Universidade de Coimbra, onde trabalha como professora associada desde 1997.
Defensora do trabalho das cerca de 500 universidades seniores que existem no país, Margarida Pedroso de Lima começou por explicar que estas promovem «o envelhecimento ativo, a saúde mental, combatem a solidão (que em exagero leva à privação da vida porque não se comunica e não se recebe estímulos), criam laços sociais, geram participação na vida comunitária e promovem estilos de vida ativos». «Isto tem impacto na sociedade local e na sociedade em geral e cria uma imagem positiva e nova das pessoas de idade mais avançada», acrescentou.
Para a especialista «as conceções do que é ser “velho” estão a mudar. Há culturas que não têm na sua língua e no conceito o termo “velho”. São pessoas que vivem a vida sem uma categoria de “idoso”, levando assim a que não haja preconceito». «Mudamos ao longo da vida e, em cada fase do ciclo vital, sabemos que há coisas que temos de fazer. Na velhice, a grande tarefa é saber viver, mantermo-nos vivos numa integração entre o corpo e a mente», disse ainda Margarida Pedroso Lima, refutando que «ao longo da vida devemos ter atividades que promovam o bem-estar físico e mental». «Parabéns à Universidade da CADES pelas disciplinas de atividades mentais, desportivas e de artes, que proporcionam bem-estar e felicidade», congratulou.
Divididas por dois pólos – Mealhada e Luso – são imensas as disciplinas disponíveis neste ano letivo (com matrículas abertas durante todo o ano), nomeadamente, Cinema, Dança, Desenho e Pintura, Diálogos com Saber, Esvoaçando pela Literatura, Ginástica funcional, hidroginástica, Informática, Iniciação à natação, Interpretação e Educação Ambiental, Língua Inglesa, Matemática para a Vida, Mãos que criam, Pilates, PT Grupo, Saúde e Bem estar, Tuna USC, Yoga, Vitalmente e Teatro. Durante o ano há ainda visitas culturais e convívios; palestras e «workshops»; e ofertas formativas diversificadas. «Existimos para a comunidade e todos os anos tentamos evoluir», destacou Patrícia Figueiredo, uma das coordenadoras da Universidade Sénior CADES, congratulando «o conjunto excecional de formadores, em que cada aula é fruto de toda a sua entrega».
Maria Rosmaninho Costa, presidente da direção da CADES, destacou os 14 anos de existência da Universidade Sénior. «Conheço-a desde a primeira hora e as voltas dadas têm sido um processo maravilhoso. Somos uma família, amigas de todos os dias, das aulas, da saúde, da doença, das férias, em todos os momentos da vida», referiu, com alguma comoção, a dirigente, recordando também «todos aqueles que já partiram».
Licínia Ferreira, madrinha da Universidade Sénior da CADES, destacou o papel das coordenadoras da Universidade Sénior, Patrícia Figueiredo e Patrícia Santos. «São dois pilares fundamentais da associação, dando o seu melhor diariamente», destacou, desejando aos alunos que «aproveitem e vivam».
Luís Jacob, da Rede de Universidades Seniores, elogiou «a Universidade Sénior da CADES, que é um exemplo de vitalidade e longevidade».
Mónica Sofia Lopes




























