O Polo de Inovação de Espumantes em Anadia foi uma das inevitáveis questões dos jornalistas, sobre uma pretensão que o Município de Anadia e a Comissão Vitivinícola da Bairrada têm há cerca de uma década. Haverá já algumas candidaturas a serem executadas, sob o chapéu da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, mas as referidas entidades locais esperariam «ter uma maior intervenção» nas mesmas, nomeadamente, os próprios produtores «quem conhece bem a matéria prima».

«Há um conjunto de candidaturas em marcha e nós consideramos que a gestão devia ser uma gestão local. Há uma diferença entre o que foi defendido e aquilo que 30está efetivamente acontecer, sob tutela da CCDR e da Direção Regional de Agricultura», referiu, ontem, à entrada do Millèsime, Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, lamentando que estejam a ser dados «passos pequenos» e que o processo não tenha em conta a Autarquia, Comissões Vitivinícolas e produtores.

«Surgem um conjunto de candidaturas para intervenção e aquisição equipamentos que efetivamente devem ser aproveitadas pela CCDR, mas as quais desconhecemos e em que esperaríamos que todos os atores fossem ouvidos, nomeadamente as comissões vitivinícolas que têm espumantes», corroborou Maria Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, lamentando desconhecer «o modelo de governança, que, na sua opinião, poderia ser uma associação ou uma fundação «onde se integrassem os principais agentes».

Questionado sobre em que ponto de situação está este Polo, o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, falou «em fase de projeto», defendendo, contudo, «ser muito valioso para o setor do vinho. Um centro de investigação e inovação nesta área vai aumentar o prestígio desta região». «Temos grande qualidade de vinho no país, que tem que ser reconhecida no mercado. Não há ainda uma candidatura a fundos europeus, mas quando houver, eu defendo-a», enfatizou.

Já sobre o acesso em Anadia de um nó da Autoestrada 1, tão defendido pelo poder autárquico, nos últimos anos, Manuel Castro Almeida garantiu que «se o Governo continuar em funções, no próximo ano o acordo, entre o Ministério das Infraestruturas e a Brisa, ficará fechado. Temos uma lista muito reduzida nesta matéria e este nó está lá».

 

 

Mónica Sofia Lopes