Algumas dezenas de elementos das escolas de samba da Mealhada ficaram indispostos, com sintomas similares a uma intoxicação alimentar, posterior a uma refeição em conjunto, depois de uma atuação no Cineteatro Messias, no âmbito do MATE (Music Art Technology Education) Festival 2024, que o Município da Mealhada integrou este ano.
Durante semanas as escolas Amigos da Tijuca, Batuque, Real Imperatriz e Sócios da Mangueira prepararam uma atuação conjunta para o MATE, que teria por base uma residência artística com o Grupo Cultural Pataca do Norte, originário da Guiné Bissau, que, segundo uma publicação da organização, os seus elementos aguardaram “durante três dias no aeroporto pelo visto de entrada em Portugal”, que acabou por não ser emitido não conseguindo estar presentes, no que seriam três dias de intercâmbio cultural.
Apesar disso, as escolas de samba tinham já toda a preparação feita para este Festival, acabando por se apresentarem no Cineteatro Messias, no sábado, numa atuação que se pretendia repetir no dia seguinte, no Convento de São Francisco em Coimbra. Esta última acabou por não acontecer, pelo facto de ontem grande parte dos elementos terem tido sintomas de diarreia e vómitos, depois deste encontro em conjunto em que houve um lanche partilhado, onde as iguarias transversais a todos foram sandes de leitão, batatas fritas e bebidas.
Em comunicado, enviado à comunicação social, a Câmara da Mealhada lamenta “o incidente e transtornos causados”. “Felizmente, não temos informação de nenhum caso com complicações graves de saúde. Estamos em contacto com as escolas de samba e temos esse feedback de melhorias dos sintomas de mal-estar relacionados, em alguns casos, com vómitos e diarreia. Nenhum elemento necessitou de ser hospitalizado”, lê-se na mesma nota, que acrescenta ainda que a Autarquia “está a averiguar a possível causa da indisposição que afetou alguns elementos das escolas de samba”, daquilo que descreve como um “incidente absolutamente incomum num concelho que comercializa, diariamente, milhares de refeições”.
Ao nosso jornal, as escolas de samba referem que, esta segunda-feira, “grande parte das pessoas já se encontra bem”, sublinhando “o papel da Autarquia e da própria Associação do Carnaval da Bairrada (mesmo que este último nada tenha tido a ver com este projeto em concreto), em querer saber como estavam os seus elementos de forma incansável”. “São coisas que podem acontecer através de contágio ou de forma alimentar”, referiu Margarida Oliveira, elemento da comissão de gestão da Real Imperatriz, de Casal Comba. Da parte dos Sócios da Mangueira foi emitida uma declaração onde se lê que a maioria dos elementos da escola “estão melhores”, esclarecendo ainda que “o ‘main sponsor’ (da associação ligado ao setor da restauração) nada teve a ver com a situação”.
Mónica Sofia Lopes























