A Escola Básica de Vilarinho do Bairro – que abrange ensino escolar do primeiro ao terceiro ciclo, num total de 238 alunos – vai ter obras de intervenção e, durante o ano letivo que decorre, os alunos terão aulas em módulos provisórios, instalados no recinto escolar. Depois de manifestarem preocupação à Assembleia de Freguesia de Vilarinho do Bairro, alguns encarregados de educação estiveram também na Assembleia Municipal de Anadia, enfatizando algumas dessas preocupações com o arranque do ano escolar.

O assunto, em assembleia municipal, foi espoletado por Dinis Torres, presidente da Junta de Vilarinho do Bairro, que instou a presidente da Autarquia de Anadia a explicar a intervenção na escola, elencando algumas das queixas dos encarregados de educação, em assembleia de freguesia, nomeadamente, «inexistência de bar, falta de espaço destinado à Biblioteca e atraso nos transportes escolares».

Maria Teresa Cardoso começou por explicar que esta empreitada surge «de uma oportunidade de candidatura a fundos comunitários». «Logo no início de julho estávamos a reunir com o Agrupamento de Escolas, uma vez que a nossa preocupação foi acautelar as condições de conforto e segurança dos alunos para o início do ano letivo. Feita auscultação do mercado, procedemos logo a um concurso público urgente e posso garantir que estamos a falar de valores muito significativos, mas em menos de um mês estavam a instalar os contentores», continuou a edil, referindo estarem a causa doze turmas do segundo e terceiro ciclo.

«Estamos a falar de treze contentores, mais casas de banho e mais um de apoio à cozinha, com acomodação do chão entre os contentores. Falamos de valores exorbitantes, mais de 200 mil euros, que ultrapassam os da candidatura», referiu ainda a autarca, sublinhando que «a empreitada – nomeadamente para requalificação do revestimento de paredes, climatização e também algum mobiliário – já foi adjudicada e aguarda o visto do Tribunal de Contas. Dez meses é o espaço de tempo que temos para a obra».

A Autarca de Anadia recordou ainda que sempre «foi claro que não era possível ter um espaço de bar, mas que iriam ser colocadas máquinas de vending com produtos recomendados por parte dos técnicos de nutrição, que estão para chegar e serão utilizados com cartão, uma medida recomendada». «Também não temos espaço de laboratório e TIC, mas em ano de obras não conseguimos ter toda a normalidade», apelou, relembrando que «só agora a intervenção poderia ser feita, com a descentralização da Educação aos Municípios». «Neste momento, faltam ainda dois pequenos módulos e os avançados que serão colocados em frente às salas de aulas e na ligação ao pavilhão», afirmou, acrescentando que «a empresa vai trabalhar no fim de semana (referindo-se ao que passou)».

Sobre os transportes escolares, Maria Teresa Cardoso explicou que «nos inícios de ano há sempre alguns problemas e, nos primeiros dias deste ano letivo, devido aos incêndios, as carreiras estiveram muito atrasadas».

Já sobre a internet e rede elétrica, a presidente da Câmara de Anadia explicou que a Autarquia «colocou uma parte e foi além do que era exigido, algo que não é da nossa ação e que nem temos legitimidade para o fazer». Acerca da sala de professores, a autarca referiu que «dentro do Pavilhão, os professores escolheram o espaço onde queriam estar».

Maria Teresa Cardoso falou que a prioridade é concluir o que falta instalar, para depois «em análise com o Agrupamento, analisar o restante».

Uma das encarregadas de educação, presentes na sessão, apelou à colocação de mais contentores, tendo a autarca explicado que «da reunião inicial saiu a necessidade de doze e colocamos treze» e que «nunca foi falado em desdobramento de horários».

 

Mónica Sofia Lopes