O decreto-lei que altera a composição do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco e que permite que esta seja beneficiária de apoio financeiro foi aprovado em conselho de ministros no passado dia 8 de abril. Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, já congratulou, através de um comunicado de imprensa e de um vídeo publicado nas redes sociais do Município, esta aprovação, recordando que foi cumprida a promessa feita à Autarquia, pelo ministro do Ambiente, em agosto de 2020.

“O novo modelo de gestão implica que o Governo, através do ministério que tutela as Florestas, indique o presidente do conselho diretivo da Fundação da Mata do Bussaco (FMB), cuja composição terá também representantes dos ministérios da Economia e da Cultura. A Câmara da Mealhada vai também continuar a estar representada no conselho diretivo”, lê-se no comunicado remetido aos jornais.

Também a componente de financiamento é fortemente alterada, “introduzindo-se aqui alguma justiça, porque não fazia sentido ser uma autarquia a ter a maior responsabilidade num monumento nacional, que é património do Estado. E com a agravante do Estado estar impedido de fazer transferências financeiras diretas para a Fundação encarregue da gestão deste património”, sublinha o presidente da Câmara da Mealhada, acrescentando: “Como se viu, com a ausência de turismo no Bussaco, por causa da pandemia, a Fundação Mata do Bussaco (FMB) ficou praticamente sem receitas próprias”.

Desde que assumiu os destinos da autarquia mealhadense, em finais de 2013, os executivos, liderados por Rui Marqueiro, têm prestado apoio constante à Fundação, “nomeadamente em obras de recuperação, substituindo-se, muitas vezes, ao Estado, na componente nacional”. “Tivemos que dar sempre este apoio à Fundação Bussaco nas mais diversas situações, desde a candidatura à UNESCO à recuperação do Convento de Santa Cruz que, como é público, estava num tal estado de degradação que originou até a que um quadro valiosíssimo de Josefa D’Óbidos tivesse ardido, perdendo-se esse enorme património, o que a meu ver podia ter sido evitado se tivesse havido um maior cuidado”, lamenta Rui Marqueiro.

Com 105 hectares, a Mata do Bussaco foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no século XVII, encontrando-se delimitada pelos muros erguidos pela ordem para limitar o acesso. A gestão deste património está entregue à Fundação Mata do Bussaco, atualmente presidida por Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada.