A primeira escola de samba a constituir-se na Mealhada foram os Sócios da Mangueira. Com a ausência dos estudantes brasileiros de Coimbra no pós-25 de Abril, foi numa noite fria de dezembro, em 1978, ao redor de uma fogueira num latão, que João de Oliveira (o «Macaca») lança o mote aos colegas – entre eles, «Zezé», «Smart», «Tó Ferraz», «Serginho» e Francisco Castanheira – para que criassem uma escola de samba. Desfilam, pela primeira vez, em 1979.

Seguiu-se o Batuque, em 1987, pelas mãos dos «filhos» do Cleto, este último um grupo de pessoas mais velhas, onde desfilavam, entre outros, João Peres, Carlos Castela, Manuel Rochinha e Dina Gradim. São os filhos que decidem deslocar-se do grupo dos progenitores e criarem o seu próprio grupo, uma escola de samba, que desfila pela primeira vez no evento de 1988.

Em 1991 é a vez da «Turma do Rambuque», uma escola – atualmente designada de Real Imperatriz – pensada num acampamento de escuteiros à beira do rio Mondego, com origem em Casal Comba. Segue-se, a Juventude de Paquetá, no ano seguinte, que desfila no Carnaval da Mealhada até final da década de 2000.

Em 2004 «nascem» os Amigos da Tijuca, escola formada na localidade de Enxofães, no concelho vizinho de Cantanhede, e que desfila até aos dias de hoje. Posteriormente, em 2006, é também criada a agremiação Samba no Pé, de Sepins, que, poucos anos depois da sua fundação, deixa de desfilar.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Imagem com Direitos Reservados