Com a saída de António Gravato da presidência da Fundação Mata do Bussaco – que assegura funções desde setembro passado a pedido do secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território depois do seu mandato ter terminado em agosto -, Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara da Mealhada, foi nomeado presidente interino da referida entidade, acumulando as funções em regime “pro bono”, até que seja publicada em Diário de República a nova legislação aplicável à Mata Nacional do Bussaco.

Para Rui Marqueiro, presidente da Autarquia, a escolha do referido membro do executivo prendeu-se “com o facto de ter percurso profissional na respetiva área enquanto professor”, estando agora responsável no Município “pelo setor das Florestas e Jardins”. “Esta proposta tem intenção de minimizar os custos da Fundação (com a saída do atual presidente, António Gravato), assegurar a gestão corrente e os seis trabalhadores florestais que continuam em funções de manutenção”, referiu o autarca, lamentando que “o Governo ainda não tenha concluído o diploma”.

A proposta foi aprovada por maioria, com três votos contra dos vereadores da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, tendo Rui Marqueiro utilizado do voto de qualidade, uma vez que Guilherme Duarte se ausentou da discussão do referido ponto, na sessão camarária que se realizou na manhã desta segunda-feira.

Para o vereador da oposição Hugo Silva “o senhor vice-presidente nunca fez elo de ligação entre o Município e a Fundação”, considerando que, dentro desta lógica, “faria mais sentido” que o cargo fosse assegurado pelo presidente da Câmara.  “Esta indicação tem a ver com o futuro, mais político do que propriamente com o da Fundação”, disse.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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