«Recuso-me a dizer que a certificação do leitão só tem benefícios. Também tem custos e obrigações depois de criado o certificado e o organismo regulador», referiu Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, na última Assembleia Municipal da Mealhada, após questionado sobre o eleito local do PCP.

O processo que começou oficialmente há dois meses, com a primeira discussão a acontecer em Oliveira do Bairro, teve como objetivo estabelecer «a origem geográfica do leitão e do produto acabado», assim como «a raça do animal». «Numa primeira ideia falou-se logo em raça bísaro, mas como ficariam os produtores de carcaça que não têm bísaro? Porque não os seus cruzamentos também serem certificados?», disse Rui Marqueiro, acrescentando ainda: «Respeito muito as pessoas envolvidas no processo, mas não sei se não há aqui política no meio», discordando, por exemplo, que a Comissão Vitivinícola da Bairrada seja entidade proponente no processo.

Na Assembleia Municipal da Mealhada, o presidente da Câmara da Mealhada acrescentou ainda que, para a próxima reunião, «temos intenção de chamar produtores, restaurantes, assadores e toda a fileira do leitão».

Recordamos os nossos leitores que, em novembro passado, e após a assembleia-geral sobre o tema, «a equipa técnica (do processo) propôs que o leitão seja de Portugal continental, que a área geográfica onde pode ser assado corresponda aos oito municípios que integram a região vitivinícola da Bairrada – Águeda, Anadia, Aveiro, Cantanhede, Coimbra, Mealhada, Oliveira do Bairro e Vagos – e que o leitão a confecionar seja de raça bísaro ou cruzado de bísaro».

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Arquivo com Direitos Reservados