O Anfiteatro Homero Cristina Serra, na aldeia de Várzeas, freguesia do Luso, recebe, na noite do próximo sábado, dia 29 de agosto, das 21h30 às 22h30, a iniciativa «Cinema na Eira», onde serão transmitidas três curtas-metragens com histórias ligadas a culturas e tradições de diversos pontos do país. As entradas são gratuitas, mas sujeitas a inscrição.

O anfiteatro, que se situa por baixo da Ponte de Várzeas – uma infraestrutura construída pela casa Eiffel e inaugurada em agosto de 1882 -, dá nome a um ex-autarca, já falecido, da Junta do Luso. O «cenário tranquilo» foi, aliás, um dos motivos para a realização do evento naquele local por parte das entidades promotoras: CineClube Bairrada e Living Place. «Aquele anfiteatro tem tudo a ver com cinema ao ar livre», explica Paulo Nabais, da Living Place, acrescentando também que esta é uma forma «de dinamizar a aldeia e Várzeas, o concelho da Mealhada e toda a região».

São três as propostas para esta sessão: «Alfaião» de André Almeida Rodrigues (realizador e produtor) [PT | 2016 | 13min]; «A Rebentação» de Paulo César Fajardo [PT | 2018 | 23min], e «A Máscara de Cortiça» de Tiago Cerveira [PT | 2020| 15min]. Se no primeiro caso, o autor, oriundo do Porto, conta a história do quotidiano de uma pequena aldeia transmontana; já no segundo, da autoria de Paulo Fajardo, residente no concelho da Mealhada, o enfoque vai para a arte xávega na Praia da Tocha. Por último, Tiago Cerveira, da Lousã, tenta recuperar uma tradição da referida zona, com a recriação, por alturas do Entrudo, das antigas máscaras de cortiça.

Depois de seis sessões de cinema ao ar livre em Ancas, o evento «muda-se», por uma noite, para a aldeia de Várzeas, no concelho da Mealhada, com a obrigatoriedade de pré-reserva através dos correios eletrónicos cineclub.bairrada@clubedeancas.com e geral@livingplace.pt e/ou no site da Living Place em https://www.livingplace.pt/. O uso de máscara será obrigatório e, no local, dar-se-á cumprimento a todas as normas recomendadas pela Direção Geral de Saúde.

Segundo os dinamizadores do «Cinema na Eira», pretende-se com a iniciativa «trazer a contemporaneidade à “ruralidade”, vivendo o território rural como um espaço de futuro. A música, a dança, a etnografia, o folclore, as tradições, os rostos das pessoas, a memória coletiva, o património cultural e intangível, o ambiente e sustentabilidade são os temas que esta mostra de cinema pretende alcançar».

A iniciativa conta com o apoio do Município da Mealhada, da Junta de Freguesia do Luso e da RCPfm 92.6 – Pampilhosa.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Imagem com Direitos Reservados