A intervenção de conservação e restauro da peça de arte sacra – de São João da Cruz – promovida pela Fundação Luso, já se encontra concluída, sendo possível já visualizar esta imagem no altar-mor Convento de Santa Cruz do Bussaco, a par da imagem de Santo Elias recuperada no ano passado. Estas 2 recuperações representaram um investimento da Fundação Luso de cerca de 8 mil euros.

Imagem intervencionada

A escultura de São João da Cruz, datada dos séculos XVII – XVIII e enquadrada no estilo da escultura barroca, apresentava vários problemas de conservação, nomeadamente destacamentos de suporte e de policromia. A intervenção seguiu os procedimentos da conservação e da conservação preventiva, tendo sido realizadas a desinfestação, a limpeza, a fixação de policromias, a colagem de elementos do suporte que se encontravam destacados, foram realizados preenchimentos de matéria, como intervenção preventiva, tendo estes recebido integração pictórica de modo a que não se perdesse a leitura da peça. Em suma, a intervenção realizada beneficiou a peça garantindo uma maior longevidade da mesma.

O restauro de São João da Cruz começou no início de 2020 e o apoio a esta intervenção foi proveniente da receita gerada pelos visitantes da Exposição da edição de 2019 sobre a “CULTURA E TRADIÇÕES DO CONCELHO DA MEALHADA” no Casino do Luso.

Coube mais uma vez o processo de conservação e restauro ser assegurado pelo Laboratório de Conservação e Restauro do Mosteiro de Santa Clara a Velha, da Direção Regional da Cultura do Centro.

“É com grande orgulho que vemos a recuperação do São João da Cruz, uma peça de arte com incomensurável valor cultural, histórico e patrimonial. Pretendemos continuar a promover iniciativas como esta que ajudam a conservar e restaurar peças de arte únicas e permitindo ao público, ao visitar as exposições no Casino do Luso, participar, com o seu euro de admissão, na recuperação e conservação do espólio do Convento de Santa Cruz do Bussaco”, sublinha Nuno Pinto de Magalhães, presidente da Fundação Luso.

São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila foram os impulsionadores para a criação de um dos mais originais Desertos da Ordem dos Carmelitas Descalços.

São João da Cruz foi o primeiro frade da Ordem dos Carmelitas Descalços.

A sua história inicia-se em 1628, quando o bispo de Coimbra D. João Manuel doa aos carmelitas da província portuguesa a mata do Bussaco para a construção do convento e retiro dos religiosos da Ordem. No apelo constante à solidão e ao afastamento do mundo, o Convento seria então o palco de uma experiência profunda de contemplação, oração e penitência.

 

 

Fonte: Fundação Luso e Fundação Mata do Bussaco

Imagem de capa de José Moura