«Não oferece condições físicas para a sua realização e nem de salubridade», afirma o capitão Cláudio Lopes, comandante do Destacamento Territorial de Anadia da Guarda Nacional Republicana, sobre o facto de uma patrulha não ter permitido, esta sexta-feira, dia 5 de junho, a montagem das habituais bancas da Feira de Santa Luzia.

«Hoje esteve uma patrulha a alertar os feirantes e o mesmo procedimento teremos nos próximos meses», garante o capitão Cláudio Lopes, garantindo que «o espaço não está licenciado, não tem infraestruturas e é ao lado da Estrada Nacional 1».

A Feira de Santa Luzia realiza-se aos dias 5 e 19 de cada mês, alturas em que o trânsito no Itinerário Complementar 2 fica congestionado, tendo sido, por várias vezes, alvo de críticas pelos automobilistas e de diversas bancadas políticas concelhias.

Na Assembleia Municipal do passado mês de fevereiro, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, chegou mesmo a dizer que a Feira «só terá possibilidade de sair da estrada «quando se conseguir um acordo com a Câmara de Coimbra». O autarca recordou que esta tinha sido, inclusive, «deslocalizada da estrada principal para uma estrada interior de Barcouço, com as condições que tinha anteriormente, mas menos perigosas».

«O problema desta feira serão os preços que os proprietários pedirão pelos terrenos. Será bem mais caro isso do que a construção da própria feira, uma vez que os proprietários pensam que os terrenos são urbanos», lamentou ainda o edil.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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