O Município de Cantanhede promoveu no âmbito da Comissão Municipal de Proteção Civil, no passado dia 6 de abril, uma reunião por videoconferência a partir do salão nobre dos Paços do Concelho para abordar questões de maior relevo e interesse para as IPSS do concelho. Na plataforma digital estiveram presentes, nesta iniciativa, os representantes de cerca de duas dezenas de IPSS do concelho de Cantanhede, Rosa Monteiro, Delegada de Saúde Pública e, em representação do Centro Distrital de Coimbra do Instituto de Segurança Social estiveram Manuela Veloso, recém-empossada diretora e José Maria, diretor da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas.

A reunião liderada por Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal, e que contou ainda com a presença de Pedro Cardoso, vice-presidente da autarquia e Célia Simões, vereadora com o pelouro da Ação Social e Saúde, e o Coordenador da Proteção Civil, Hugo Oliveira, constituiu uma oportunidade para juntar todas as entidades com responsabilidades nesta área social e possibilitar às IPSS a oportunidade para partilharem as suas questões, problemáticas, suscitar esclarecimentos, e fazerem presentes as suas expectativas, já que estão em causa pessoas idosas e os cuidados a ter em conta para este grupo de risco, especialmente as que se encontram aos cuidados das IPSS.

A iniciativa serviu para enfatizar a necessidade e relevância desta comunicação direta, neste tempo em que todos os apoios estão direcionados às IPSS e à comunidade, centrados principalmente na pessoa idosa e respetivos funcionários destas entidades, que são fundamentais, para fazer face à pandemia que avassalou Portugal e o mundo. Aqui, as entidades sublinharam o papel proactivo e a atuação do Município, reforçando a imprescindibilidade de uma atuação conjunta e articulada para combater o Coronavírus.

Perante o facto de não terem sido detetadas situações de COVID19 nestas entidades até ao momento, conforme confirmado pelo Centro Distrital de Coimbra, foi reafirmada a necessidade de dar continuidade ao cumprimento das orientações das medidas de contenção emanadas pela DGS, em conjunto com a Segurança Social.

Foram ainda dadas a conhecer estratégias que o Município tem vindo a diligenciar definido como prioritárias, no acompanhamento e apoio às IPSS, nomeadamente a aquisição de material de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para distribuir pelas instituições de solidariedade social locais, de forma a garantir a segurança dos profissionais de saúde que aí se encontram a prestar serviço. A este propósito Helena Teodósio, na sequência dos apoios que o município tem dado, salientou que “a autarquia tem demonstrado crescentes preocupações acerca desta temática e como forma de suprir estas lacunas, efetuou uma encomenda bastante avultada, que por razões de constrangimentos alfandegários ainda nos encontramos a aguarda a sua receção, precisamente para poder continuar a ajudar as IPSS”.

Na sequência da interpelação de várias IPSS à Segurança Social preocupadas com a questão dos pagamentos em atraso e o quanto compromete a sustentabilidade destas instituições, o representante da segurança social informou que o pagamento tem estado atrasado, mas que este irá ser reposto muito brevemente e que as respostas sociais iriam ser pagas pela segurança social por inteiro para os 3 meses, fevereiro, março e abril, conforme o inscrito na portaria.

Uma das maiores preocupações prende-se com os cuidados a ter com os funcionários destas instituições, fundamentais para fazer face a esta pandemia, que deverá ser acautelada mediante a realização de testes para deteção da doença COVID-19, que mesmo não sendo portadores do vírus podendo comprometer o público alvo destas instituições para além da dimensão da prevenção dos mesmos. A pertinência de disponibilizar testes para estes profissionais, à semelhança dos profissionais de saúde reveste-se da maior importância e o Município reiterou o maior empenho em encontrar soluções nesta matéria.

Outro dos temas levantados pelas IPSS foram a questão dos testes para deteção da doença COVID19, nomeadamente a sua diferença e validade científica, assunto considerado por estas instituições como muito importante. Acerca desta temática a presidente da autarquia cantanhedense reiterou “toda a disponibilidade para divulgar informação adicional e detalhada sobre os testes, assim que for facultada”.  A representante da Saúde Pública, confirmou aos presentes a ausência de validade/evidência científica dos testes rápidos e que não deixam a comunidade tranquila quanto à sua utilização. Na sua intervenção informou as entidades presentes sobre o ponto de situação dos testes covid19 e a notícia veiculada pela comunicação social, a aplicação generalizada de testes a todos os Lares, comunicando que os testes ainda não se encontram direcionados para a região de Cantanhede de forma generalizada, mas sim para os doentes suspeitos e profissionais de saúde. Foram ainda informadas as IPSS sobre o apoio que o ACES Baixo Mondego se encontra a preparar, designadamente, equipas que se encontram a ser formadas para apoio aos Lares, e para as quais as IPSS devem solicitar ao Diretor do ACES, com conhecimento ao Centro de Saúde.

Sob a forma de balanço, Helena Teodósio realçou “a importância de reuniões como esta para agilizar procedimentos e melhorar a eficiência das respostas” apelidando a iniciativa de “muito positiva, permitindo sentar à mesma mesa, através das novas tecnologias, entidades como IPSS, Segurança Social e Saúde, vendo desta forma esclarecidas as dúvidas das instituições de solidariedade social pelas entidades competentes. Ações como esta permitem ainda apresentando as necessidades das IPSS, prestando os devidos esclarecimentos pelas entidades competentes na área da Segurança Social e Saúde”. A edil camarária agradeceu “a presença das entidades” e agradeceu “a presença das entidades e reconhecendo o trabalho meritório e heroico dos que continuam a trabalhar para que nenhuma pessoa fique sem acesso a respostas essenciais”. Por fim, a Sr.ª Presidente da Câmara de Cantanhede reiterou a disponibilidade de manter o apoio necessário às IPSS, em conjunto com as Juntas de Freguesia e com a Proteção Civil, de todo o Executivo Camarário e da equipa da Ação Social e da INOVA, EM que se encontram no terreno para dar respostas com profissionalismo em conjunto com os dirigentes das IPSS.

 

 

Fonte: Município de Cantanhede